05/07/2017
Mulheres negras de diversos segmentos lotaram nesta terça-feira (4) o auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador, para ouvir a ativista negra e antropóloga norte-americana Sheila Walker, numa agenda articulada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), em parceria com as secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Políticas para as Mulheres (SPM). Na oportunidade ela divulgou seu trabalho “Imagens empoderadoras de mulheres negras: da pré-história à diáspora africana de hoje”, com projeção de imagens e abordagem sobre as origens do ser humano na África, suas contribuições no mundo e a influência das mulheres negras na história e cultura.
O encontro fortaleceu o debate sobre o contexto de lutas raciais históricas e a relevância da manutenção dos ideais de liberdade. Sheila falou da importância do resgate da memória e da implementação das políticas de reparação. “A única maneira de ter um futuro que nos corresponde é saber como chegamos até aqui, quem somos, quem são os nossos ancestrais e como contribuíram para a construção das Américas”, disse a pesquisadora. Ainda segundo ela, 75% dos bens das Américas foram gerados pelo trabalho dos afrodescendentes. “A revolução industrial nestes locais é fruto do trabalho 'grátis' desse povo negro, que foi escravizado”, reforçou.
Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, as discussões foram um passo expressivo para os debates acerca da história do povo negro, enfrentamento às opressões e ao racismo histórico, além de fortalecer o conjunto da militância e dos pesquisadores que atuam na área. “Observamos uma legítima abordagem acerca da influência das mulheres negras e o protagonismo dos afrodescendentes em vários capítulos do processo civilizatório no mundo. Foi uma experiência enriquecedora que destacou a força e afirmação do povo negro na sociedade, também contribuindo para o conjunto governamental que trabalha com a gestão das políticas afirmativas”, pontuou a secretária.
Ainda nesta terça, em Salvador, a ativista Sheila Walker visitou a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, participando da missa celebrada pelo padre Lázaro Muniz, conhecida pela valorização da diversidade religiosa, agregando as religiões de matriz africana e os mais variados segmentos. Sheila falou de experiências semelhantes em Angola, de espaços inclusivos e da prática de "uma fé que não vê fronteiras".
Agenda na Bahia – A ativista Sheila Walker cumpriu extensa agenda na Bahia, incluindo visitas em comunidades de terreiros e a locais emblemáticos da luta do povo negro. As atividades antecipam as homenagens e mobilizações alusivas ao Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, lembrado mundialmente no dia 25 de julho.
Mais sobre a ativista - Sheila Walker foi organizadora da conferência intitulada A Diáspora Africana e o Mundo Moderno, realizada em parceria pela Unesco e a Universidade do Texas, e participou do comitê organizador do I Encontro de Chefes de Estado da África e Líderes Afro-Americanos, ocorrido na Costa do Marfim em 1991, além de ter uma intensa participação em movimentos sociais. É autora de livros como “Raízes Africanas/Culturas Americanas: África na Criação das Américas”, publicado em 2001, dentre outros.
O encontro fortaleceu o debate sobre o contexto de lutas raciais históricas e a relevância da manutenção dos ideais de liberdade. Sheila falou da importância do resgate da memória e da implementação das políticas de reparação. “A única maneira de ter um futuro que nos corresponde é saber como chegamos até aqui, quem somos, quem são os nossos ancestrais e como contribuíram para a construção das Américas”, disse a pesquisadora. Ainda segundo ela, 75% dos bens das Américas foram gerados pelo trabalho dos afrodescendentes. “A revolução industrial nestes locais é fruto do trabalho 'grátis' desse povo negro, que foi escravizado”, reforçou.
Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, as discussões foram um passo expressivo para os debates acerca da história do povo negro, enfrentamento às opressões e ao racismo histórico, além de fortalecer o conjunto da militância e dos pesquisadores que atuam na área. “Observamos uma legítima abordagem acerca da influência das mulheres negras e o protagonismo dos afrodescendentes em vários capítulos do processo civilizatório no mundo. Foi uma experiência enriquecedora que destacou a força e afirmação do povo negro na sociedade, também contribuindo para o conjunto governamental que trabalha com a gestão das políticas afirmativas”, pontuou a secretária.
Ainda nesta terça, em Salvador, a ativista Sheila Walker visitou a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, participando da missa celebrada pelo padre Lázaro Muniz, conhecida pela valorização da diversidade religiosa, agregando as religiões de matriz africana e os mais variados segmentos. Sheila falou de experiências semelhantes em Angola, de espaços inclusivos e da prática de "uma fé que não vê fronteiras".
Agenda na Bahia – A ativista Sheila Walker cumpriu extensa agenda na Bahia, incluindo visitas em comunidades de terreiros e a locais emblemáticos da luta do povo negro. As atividades antecipam as homenagens e mobilizações alusivas ao Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, lembrado mundialmente no dia 25 de julho.
Mais sobre a ativista - Sheila Walker foi organizadora da conferência intitulada A Diáspora Africana e o Mundo Moderno, realizada em parceria pela Unesco e a Universidade do Texas, e participou do comitê organizador do I Encontro de Chefes de Estado da África e Líderes Afro-Americanos, ocorrido na Costa do Marfim em 1991, além de ter uma intensa participação em movimentos sociais. É autora de livros como “Raízes Africanas/Culturas Americanas: África na Criação das Américas”, publicado em 2001, dentre outros.