14/01/2017
Representações dos vinte municípios participaram nesta sexta-feira (13) do Seminário Quilombola do Território de Identidade de Irecê, a 478 km de Salvador. A atividade, executada pelo Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), foi viabilizada através do Edital Novembro Negro 2016, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). A chamada pública teve, dentre outros objetivos, o resgate do legado das lideranças quilombolas Dandara e Zumbi dos Palmares, referências de resistência contra a escravidão no Brasil. As ações fazem parte da agenda da Década Internacional Afrodescendente na Bahia.
Zene Vieira, representante do CAA, destacou a parceria entre a entidade e o Governo do Estado e a definição de públicos estratégicos para as ações, dentre eles as mulheres (50%) e a juventude (30%). "Temos promovido uma discussão fundamental sobre as políticas públicas de desenvolvimento dos quilombos e a sua sustentabilidade. Tem sido importante para analisarmos a implementação de iniciativas destinadas à preservação da cultura e da vida nas nossas comunidades tradicionais", disse, ressaltando ainda que 24 comunidades quilombolas da região de Irecê também são atendidas, atualmente, com projeto de Assistência Técnica Rural (ATER) viabilizado com recursos de edital conjunto lançado entre a Sepromi e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
Representando as comunidades presentes, a quilombolas Marilza Gomes afirmou que o projeto tem como um dos principais saldos positivos a integração do segmento. "Nosso Território de Identidade possui o maior número de comunidades remanescentes de quilombo da Bahia, necessitando de um olhar especial por parte dos poderes públicos. Vamos aproveitar este espaço, inclusive, para debater a reativação do nosso conselho representativo", informou. Ela avaliou positivamente a relação institucional e os diálogos estabelecidos com a Sepromi.
Liderança e ativista social da região, Mário Augusto Jacó, afirmou que as ações em curso têm promovido o fortalecimento identitário dos quilombos. "Aos poucos vamos contribuindo para que o povo construa sua própria história. Precisamos atender a demanda, cada vez mais crescente, de um povo que não é mais invisível. Assim vamos potencializando a sua caminhada" disse.
A secretária da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a política de editais permanentes da pasta tem como um dos principais objetivos a interiorização de políticas públicas de caráter afirmativo. Ressaltou, ainda, que o governo estadual tem trabalhado para dar celeridade às demandas ligadas às questões da garantia do território para as comunidades tradicionais. “Um dos maiores desafios da gestão, na articulação com o Governo Federal, é acelerar a regularização fundiária. Sem o território não é possível alcançar o desenvolvimento, pois é nele que está a água, os animais, a vegetação, além da reprodução da nossa cultura e o jeito de ser tradicional”, destacou.
Ela lembrou ainda das instâncias de diálogo e atuação do governo nas pautas que dizem respeito aos segmentos tradicionais, a exemplo da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (Cespsct), o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), além Rede e do Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Sob coordenação da Sepromi também está o Fórum de Gestores Municipais de Promoção da Igualdade Racial, espaço de parceria e troca de experiências com as administrações locais. No do Território de Identidade, além de Irecê, integram o Fórum os municípios de João Dourado, São Gabriel, Ibititá, Ibipeba, Presidente Dutra e Canarana. O evento em Irecê contou, ainda, com a participação do coordenador executivo de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi, Cláudio Rodrigues.
Zene Vieira, representante do CAA, destacou a parceria entre a entidade e o Governo do Estado e a definição de públicos estratégicos para as ações, dentre eles as mulheres (50%) e a juventude (30%). "Temos promovido uma discussão fundamental sobre as políticas públicas de desenvolvimento dos quilombos e a sua sustentabilidade. Tem sido importante para analisarmos a implementação de iniciativas destinadas à preservação da cultura e da vida nas nossas comunidades tradicionais", disse, ressaltando ainda que 24 comunidades quilombolas da região de Irecê também são atendidas, atualmente, com projeto de Assistência Técnica Rural (ATER) viabilizado com recursos de edital conjunto lançado entre a Sepromi e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
Representando as comunidades presentes, a quilombolas Marilza Gomes afirmou que o projeto tem como um dos principais saldos positivos a integração do segmento. "Nosso Território de Identidade possui o maior número de comunidades remanescentes de quilombo da Bahia, necessitando de um olhar especial por parte dos poderes públicos. Vamos aproveitar este espaço, inclusive, para debater a reativação do nosso conselho representativo", informou. Ela avaliou positivamente a relação institucional e os diálogos estabelecidos com a Sepromi.
Liderança e ativista social da região, Mário Augusto Jacó, afirmou que as ações em curso têm promovido o fortalecimento identitário dos quilombos. "Aos poucos vamos contribuindo para que o povo construa sua própria história. Precisamos atender a demanda, cada vez mais crescente, de um povo que não é mais invisível. Assim vamos potencializando a sua caminhada" disse.
A secretária da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a política de editais permanentes da pasta tem como um dos principais objetivos a interiorização de políticas públicas de caráter afirmativo. Ressaltou, ainda, que o governo estadual tem trabalhado para dar celeridade às demandas ligadas às questões da garantia do território para as comunidades tradicionais. “Um dos maiores desafios da gestão, na articulação com o Governo Federal, é acelerar a regularização fundiária. Sem o território não é possível alcançar o desenvolvimento, pois é nele que está a água, os animais, a vegetação, além da reprodução da nossa cultura e o jeito de ser tradicional”, destacou.
Ela lembrou ainda das instâncias de diálogo e atuação do governo nas pautas que dizem respeito aos segmentos tradicionais, a exemplo da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (Cespsct), o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), além Rede e do Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Sob coordenação da Sepromi também está o Fórum de Gestores Municipais de Promoção da Igualdade Racial, espaço de parceria e troca de experiências com as administrações locais. No do Território de Identidade, além de Irecê, integram o Fórum os municípios de João Dourado, São Gabriel, Ibititá, Ibipeba, Presidente Dutra e Canarana. O evento em Irecê contou, ainda, com a participação do coordenador executivo de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi, Cláudio Rodrigues.