Religiosos, movimentos do campo e da cidade, sindicatos, representações de povos e comunidades tradicionais abriram nesta sexta-feira (3) a 38° Romaria da Terra e das Águas, em Bom Jesus da Lapa, oeste baiano. Além das atividades religiosas, com público estimado em sete mil pessoas, acontecem debates e reflexões sobre a temática da água, políticas públicas e assuntos relacionados, principalmente, à população quilombola, ribeirinhos, pescadores e assentados da reforma agrária. A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Vera Lúcia Barbosa, participa das atividades.
A abertura do evento contou com cerimônia religiosa presidida por Dom Luiz Cappio, bispo do município de Barra, que destacou a luta das comunidades quilombolas para demarcação e garantia de uso da terra, além dos desafios para os trabalhadores rurais no país. Neste sábado (4), estão previstas discussões durante todo o dia, incluindo plenárias setoriais abordando temas ligados ao acesso à terra, territorialidade, juventude, comunidades quilombolas, dentre outras pautas. Também acontece, no final da tarde, a tradicional via-sacra em direção ao Rio São Francisco, que corta a cidade.
Para a secretária da Sepromi, Vera Lúcia Barbosa, as atividades, que reúnem caravanas de diversos municípios baianos e de estados vizinhos, são oportunidades para compartilhamento de experiências, reivindicação da garantia de direitos e proposições no campo das políticas públicas. “É um espaço de renovação e animação para as lutas sociais, quando também são levantadas sinalizações importantes para os representantes governamentais. É um espaço democrático, de avaliação, amadurecimento de de debates e políticas, sem dúvidas”, disse a gestora, que participa da programação até domingo (5), encerramento do evento.
