19/08/2016
Vestes brancas, sorriso no rosto e um forte axé marcaram a sessão especial em comemoração aos 180 anos de fundação do terreiro Oxumarê, realizada nesta sexta-feira (19), na Assembleia Legislativa (ALBA), em Salvador. Religiosos, autoridades, artistas, pesquisadores e movimentos sociais estiveram presentes ao evento, que também teve a participação da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi).
A titular da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a homenagem é um justo reconhecimento pelo trabalho de preservação da cultura de matriz africana e do seu patrimônio imaterial, no momento em que a Bahia integra as ações da Década Internacional Afrodescendente. "Ressaltamos as diversas contribuições históricas do Oxumarê, sua atuação no combate à intolerância religiosa, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com os povos e comunidades tradicionais", disse, lembrando a forte ligação do terreiro com a "mãe África, nosso continente originário".
O líder religioso do espaço, babalorixá Silvanilton Encarnação (Baba Pecê), pontuou que o momento é de gratidão e tributo à ancestralidade. "Vivemos hoje uma oportunidade histórica nesta Casa Legislativa, de incentivar o povo de santo a continuar a luta pelas ações afirmativas e ampliação de direitos. A perseguições ainda são grandes, mas vamos ocupar mais espaços, aqueles que existem e são negados. Somos fortes quando estamos juntos", ressaltou.
"O terreiro Oxumaré deixa um legado importante e a mensagem de que precisamos trabalhar ainda mais por uma sociedade nova, na qual as pessoas não sejam discriminadas pelas questões raciais, religiosas e geracionais", registrou o deputado estadual Bira Corôa, proponente da homenagem e presidente da Comissão da Igualdade da ALBA.
O historiador e pesquisador Jaime Sodré destacou as lutas do terreiro contra a especulação imobiliária, desmatamento e garantia do território para a comunidade religiosa, ao longo dos anos, em Salvador. "Estamos falando de pessoas que colocaram suas vidas à disposição da luta. São 180 anos de resistência religiosa, defendendo nossos patrimônios", contextualizou, relatando boa parte da trajetória desde a fundação do espaço, em 1836, o que faz do Oxumarê uma das casas de candomblé mais antigas do país.
Confira a galeria de fotos
A titular da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a homenagem é um justo reconhecimento pelo trabalho de preservação da cultura de matriz africana e do seu patrimônio imaterial, no momento em que a Bahia integra as ações da Década Internacional Afrodescendente. "Ressaltamos as diversas contribuições históricas do Oxumarê, sua atuação no combate à intolerância religiosa, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com os povos e comunidades tradicionais", disse, lembrando a forte ligação do terreiro com a "mãe África, nosso continente originário".
O líder religioso do espaço, babalorixá Silvanilton Encarnação (Baba Pecê), pontuou que o momento é de gratidão e tributo à ancestralidade. "Vivemos hoje uma oportunidade histórica nesta Casa Legislativa, de incentivar o povo de santo a continuar a luta pelas ações afirmativas e ampliação de direitos. A perseguições ainda são grandes, mas vamos ocupar mais espaços, aqueles que existem e são negados. Somos fortes quando estamos juntos", ressaltou.
"O terreiro Oxumaré deixa um legado importante e a mensagem de que precisamos trabalhar ainda mais por uma sociedade nova, na qual as pessoas não sejam discriminadas pelas questões raciais, religiosas e geracionais", registrou o deputado estadual Bira Corôa, proponente da homenagem e presidente da Comissão da Igualdade da ALBA.
O historiador e pesquisador Jaime Sodré destacou as lutas do terreiro contra a especulação imobiliária, desmatamento e garantia do território para a comunidade religiosa, ao longo dos anos, em Salvador. "Estamos falando de pessoas que colocaram suas vidas à disposição da luta. São 180 anos de resistência religiosa, defendendo nossos patrimônios", contextualizou, relatando boa parte da trajetória desde a fundação do espaço, em 1836, o que faz do Oxumarê uma das casas de candomblé mais antigas do país.
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