Sepromi e Fundação Palmares alinham projetos para comunidades tradicionais da Bahia

07/10/2016
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva, e a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, estiveram reunidos nesta sexta-feira (07), em Salvador, discutindo ações conjuntas para povos e comunidades tradicionais. Entre as responsabilidades da instituição federal estão o reconhecimento e a certificação das comunidades quilombolas no país, além do desenvolvimento de políticas públicas direcionadas.

A Bahia é o segundo estado a receber o projeto “Palmares Itinerante”, que tem como objetivo ouvir as necessidades locais. “No mês passado, a nossa equipe estava em Alagoas, na região da Serra da Barriga, onde ocorre tradicionalmente um grande evento pelo Dia da Consciência Negra, e em dezembro, segue para o Maranhão, porque as demandas devem ser colhidas na ponta, em proximidade com as comunidades, para construção de políticas públicas efetivas”, afirmou o professor baiano.

A ampliação das ações no interior  também foi ressaltada pela secretária. “Temos trabalhado em articulação com a sociedade civil e os órgãos estaduais, fortalecendo as identidades dos nossos povos e comunidades tradicionais e contribuindo para o seu desenvolvimento sustentável”, disse Fabya Reis, ressaltando, ainda, a importância da parceria com a fundação para a melhoria da qualidade de vida desses segmentos.

Na oportunidade, foram discutidas estratégias para resolução de conflitos fundiários e inclusão produtiva das comunidades e povos tradicionais; valorização dos terreiros de candomblé e efetividade da lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana nas escolas. Também foram articuladas iniciativas no âmbito do combate ao racismo e à intolerância religiosa; do enfrentamento à violência contra juventude negra; e do turismo étnico-afro, com ênfase no recôncavo baiano.

A agenda do “Novembro Negro” foi outro ponto de pauta junto a demais ações para o fortalecimento da luta e valorização das manifestações culturais do povo negro. “Temos que ocupar os espaços e visibilizar a nossa cultura”, disse Erivaldo Oliveira, anunciando, ainda, a programação em Alagoas e a Virada Cultural Afro, que será realizada na Bahia, com shows, apresentações de dança, feira do sagrado e exposição de artesanato afro-brasileiro.