Sepromi participa de atividades do Dia Nacional das Baianas de Acarajé

25/11/2017
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, ficou lotada na manhã deste sábado (25), em comemoração ao Dia Nacional das Baianas de Acarajé. Uma missa festiva agregou profissionais de diversos municípios da Bahia e de outros estados nordestinos. O evento acontece no período emblemático do Novembro Negro, mês emblemático da luta antirracista. A celebração foi presidida pelo padre Lázaro Muniz.

Presente à cerimônia religiosa, a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, destacou que o Governo do Estado está associado ao esforço pela visibilidade, protagonismo e fortalecimento profissional do segmento.”Trata-se de um coletivo de mulheres negras que reafirmam, a cada dia, sua resistência, ancestralidade e oferecem ao Brasil um belo exemplo de empreendedorismo", ressaltou a secretária, ao lado da presidenta da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivos e Similares (Abam), Rita Santos.

A secretária ressaltou, ainda, que o dia 25 de novembro, quando também é lembrado o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, pode ser compreendido como um momento de reforço do enfrentamento ao sexismo e ao racismo, opressões que violam duplamente as mulheres negras.

Patrimônio Imaterial - As baianas de acarajé, que começaram a mercar – comprar e produzir para revender – no período da escravidão, são Patrimônio Imaterial da Bahia. O ofício também consta no livro de Registro Especial dos Saberes e Modos de Fazer, consolidando uma tradição no estado, além de ser Patrimônio Imaterial Brasileiro. Em julho deste ano a profissão de baiana de acarajé foi inclusa na Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério do Trabalho.