04/02/2018
Religiosos de diversos segmentos de matriz africana estiveram reunidos neste domingo (4), no bairro de Cajazeiras X, em Salvador, na nona edição da Caminhada da Pedra de Xangô. O evento, que contou com apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), foi aberto com a realização do tradicional Padê de Exu, numa saudação para abrir as atividades da manhã. Vestidos de branco, os participantes seguiram em marcha pela avenida Assis Valente até o monumento, considerado um patrimônio sagrado.
O trajeto foi marcado pelo som dos atabaques, cânticos, rodas de capoeira e milho branco. Idealizada por mãe Iara de Oxum, a caminhada ganha adesões e parcerias a cada ano, destacando o tema da justiça e do combate à intolerância religiosa. O local foi alvo, inclusive, de diversos atos de depredação e ataques, ações que motivaram debates em grupos de trabalho e no âmbito da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa do Estado.
Presente na atividade, a titular da Sepromi, Fabya Reis, disse que o evento é a expressão da força de organização das religiões de matriz africana. “A caminhada contribui, sem dúvidas, para o diálogo entre as religiões e a valorização da diversidade. É mais uma expressão de fé e resistência, a cada ano agregando debates em variadas frentes da sociedade”, disse a gestora. Ela ressaltou, ainda, a importância de denunciar as violações de direito nesta área, citando o Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, vinculado à Sepromi, como serviço para recepção dos casos, mediação e acompanhamento junto ao Sistema de Justiça.
Luta histórica - Localizada na avenida Assis Valente, a pedra também é símbolo da luta pela libertação, pois ali se reuniam os negros no período colonial para organização do quilombo conhecido como Buraco do Tatu. A construção da via valorizou comercialmente a região e, desde a inauguração em 2010, os rumores de destruição do rochedo crescem junto com à especulação imobiliária, deixando a pedra exposta a atentados de intolerância religiosa. Em novembro de 2015, por exemplo, foram destruídas oferendas e encontrada uma grande quantidade de sal grosso, além de pichações.
Xangô, um dos principais orixás no panteão africano, é o patrono da justiça. Kaô kabiesilê, sua saudação, em tradução aproximada para o português, significa “o rei quis assim”. A rocha é sua força da natureza e o machado, seu símbolo.
O trajeto foi marcado pelo som dos atabaques, cânticos, rodas de capoeira e milho branco. Idealizada por mãe Iara de Oxum, a caminhada ganha adesões e parcerias a cada ano, destacando o tema da justiça e do combate à intolerância religiosa. O local foi alvo, inclusive, de diversos atos de depredação e ataques, ações que motivaram debates em grupos de trabalho e no âmbito da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa do Estado.
Presente na atividade, a titular da Sepromi, Fabya Reis, disse que o evento é a expressão da força de organização das religiões de matriz africana. “A caminhada contribui, sem dúvidas, para o diálogo entre as religiões e a valorização da diversidade. É mais uma expressão de fé e resistência, a cada ano agregando debates em variadas frentes da sociedade”, disse a gestora. Ela ressaltou, ainda, a importância de denunciar as violações de direito nesta área, citando o Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, vinculado à Sepromi, como serviço para recepção dos casos, mediação e acompanhamento junto ao Sistema de Justiça.
Luta histórica - Localizada na avenida Assis Valente, a pedra também é símbolo da luta pela libertação, pois ali se reuniam os negros no período colonial para organização do quilombo conhecido como Buraco do Tatu. A construção da via valorizou comercialmente a região e, desde a inauguração em 2010, os rumores de destruição do rochedo crescem junto com à especulação imobiliária, deixando a pedra exposta a atentados de intolerância religiosa. Em novembro de 2015, por exemplo, foram destruídas oferendas e encontrada uma grande quantidade de sal grosso, além de pichações.
Xangô, um dos principais orixás no panteão africano, é o patrono da justiça. Kaô kabiesilê, sua saudação, em tradução aproximada para o português, significa “o rei quis assim”. A rocha é sua força da natureza e o machado, seu símbolo.