Lavagem do Bonfim reflete pluralidade religiosa na Bahia, destaca secretária da Sepromi

08/09/2015

l

Adeptos de diversas crenças e credos participaram, nesta quinta-feira (15), da tradicional Lavagem do Bonfim, percorrendo o trecho de oito quilômetros entre a Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e a Colina Sagrada, em Salvador. Ao acompanhar o cortejo, a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), Vera Lúcia Barbosa, ressaltou a pluralidade da festa. “Este é um momento oportuno para refletirmos sobre o respeito à fé dos baianos e turistas, aqui expressa nas mais variadas formas, e unirmos esforços no sentido de combater o racismo e a intolerância religiosa”.

Ainda segundo a gestora, a Sepromi tem dado passos significativos para garantir a liberdade de expressão das diferentes religiões no estado, com a sanção do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, em 2014, e a criação do Centro Nelson Mandela, que completou um ano no mês de dezembro, prestando assistência psicológica, jurídica e social a vítimas de racismo e casos relacionados na Bahia. “O diálogo com os diversos setores da sociedade civil e os poderes públicos é fundamental neste processo, a partir da atuação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, sob a coordenação da pasta”, concluiu.

Tradição - Principal manifestação popular de Salvador, depois do Carnaval, e com 261 anos de existência, a festa reúne milhares de pessoas para reverenciar o Senhor do Bonfim, sincretizado como Oxalá nas religiões de matriz africana. O ponto alto é a lavagem das escadarias do templo situado no Bonfim, com baianas usando trajes típicos e distribuindo água de cheiro para aqueles que vêm pedir bênçãos, agradecer pelas graças alcançadas ou simplesmente observar o evento, que recebeu o título de Patrimônio Imaterial Nacional no ano passado.

Clique aqui para conferir outras fotos da Lavagem