26/10/2016
O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), órgão vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), se prepara para o Novembro Negro com uma programação diversificada, que fortalece a luta pelo combate ao racismo e pela garantia dos direitos do segmento. A agenda foi discutida nesta quarta-feira (26), durante reunião ordinária do colegiado, situado no bairro do Pelourinho, tendo como pauta, ainda, casos de discriminação racial e intolerância religiosa.
Na abertura do encontro, a presidente do CDCN e titular da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a pasta tem trabalhado no “fortalecimento do colegiado, de forma continuada, para avançar na efetivação das políticas públicas direcionadas ao povo negro”. Ela também compartilhou a proposta da pasta para o mês da consciência negra, que abrange ações na capital e no interior da Bahia, visibilizando os povos e comunidades tradicionais, além de contribuir para a preservação da memória dos heróis e heroínas negras.
A representante da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Cléia Costa, ressaltou, na ocasião, a importância da ocupação do Conselho pelas organizações da sociedade civil com atuação na área, sugerindo, inclusive, diálogos entre os conselheiros e a população ao longo do próximo mês, intensificando a programação no local. Já o conselheiro Ademir Santos, do Instituto Mão Amiga, propôs outras atividades nas escolas, ampliando o debate com estudantes e professores.
Cleuza Juriti, do Instituto Casa da Cidadania de Serrinha, também pediu atenção para os municípios do interior, no que tange aos casos de racismo e à intolerância religiosa. Políticas de saúde da população negra, criação de uma delegacia especializada e estruturação interna do colegiado também foram temas das discussões. Estiveram presentes, ainda, a vice-presidente do CDCN, ialorixá Jaciara Ribeiro, além do coordenador da Sepromi, Antônio Cosme Lima.
Denúncias – Durante o encontro foi acordada a elaboração de estratégias para divulgação de casos de racismo e violência religiosa, a exemplo de episódios apresentados nesta terça-feira (25), durante reunião da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Na ocasião, a ialorixá Jaciara Ribeiro, do Abassá de Ogum (Salvador), e Tatá Ricardo Tavares, do terreiro Lembá (Camaçari), compartilharam denúncias de desrespeito à fé dos povos de religiões de matriz africana para o acompanhamento do grupo e devidos encaminhamentos.
Assim, o acompanhamento de cada um deles será reforçado com a participação ativa CDCN. Já na reunião da Rede, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), através da promotora Lívia Vaz, informou que o monitoramento dos casos será feito por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Discriminação (Gedis).
Sobre o Conselho - Formado por 21 conselheiros, sendo 6 do poder público e 15 da sociedade civil, com igual número de suplentes, o CDCN completa, no ano que vem, 30 anos de atuação. Sua finalidade é estudar, propor e acompanhar as medidas de relacionamento dos órgãos governamentais com a população negra, além do controle social, visando resgatar o direito à sua cidadania plena e participação na sociedade. Os segmentos representados são imprensa, afoxé, quilombo rural, capoeira, quilombo educacional, mulher negra, juventude, irmandade, cristão, religião de matriz africana, bloco afro, comunidade acadêmica e órgãos de classe.
Na abertura do encontro, a presidente do CDCN e titular da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a pasta tem trabalhado no “fortalecimento do colegiado, de forma continuada, para avançar na efetivação das políticas públicas direcionadas ao povo negro”. Ela também compartilhou a proposta da pasta para o mês da consciência negra, que abrange ações na capital e no interior da Bahia, visibilizando os povos e comunidades tradicionais, além de contribuir para a preservação da memória dos heróis e heroínas negras.
A representante da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Cléia Costa, ressaltou, na ocasião, a importância da ocupação do Conselho pelas organizações da sociedade civil com atuação na área, sugerindo, inclusive, diálogos entre os conselheiros e a população ao longo do próximo mês, intensificando a programação no local. Já o conselheiro Ademir Santos, do Instituto Mão Amiga, propôs outras atividades nas escolas, ampliando o debate com estudantes e professores.
Cleuza Juriti, do Instituto Casa da Cidadania de Serrinha, também pediu atenção para os municípios do interior, no que tange aos casos de racismo e à intolerância religiosa. Políticas de saúde da população negra, criação de uma delegacia especializada e estruturação interna do colegiado também foram temas das discussões. Estiveram presentes, ainda, a vice-presidente do CDCN, ialorixá Jaciara Ribeiro, além do coordenador da Sepromi, Antônio Cosme Lima.
Denúncias – Durante o encontro foi acordada a elaboração de estratégias para divulgação de casos de racismo e violência religiosa, a exemplo de episódios apresentados nesta terça-feira (25), durante reunião da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Na ocasião, a ialorixá Jaciara Ribeiro, do Abassá de Ogum (Salvador), e Tatá Ricardo Tavares, do terreiro Lembá (Camaçari), compartilharam denúncias de desrespeito à fé dos povos de religiões de matriz africana para o acompanhamento do grupo e devidos encaminhamentos.
Assim, o acompanhamento de cada um deles será reforçado com a participação ativa CDCN. Já na reunião da Rede, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), através da promotora Lívia Vaz, informou que o monitoramento dos casos será feito por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Discriminação (Gedis).
Sobre o Conselho - Formado por 21 conselheiros, sendo 6 do poder público e 15 da sociedade civil, com igual número de suplentes, o CDCN completa, no ano que vem, 30 anos de atuação. Sua finalidade é estudar, propor e acompanhar as medidas de relacionamento dos órgãos governamentais com a população negra, além do controle social, visando resgatar o direito à sua cidadania plena e participação na sociedade. Os segmentos representados são imprensa, afoxé, quilombo rural, capoeira, quilombo educacional, mulher negra, juventude, irmandade, cristão, religião de matriz africana, bloco afro, comunidade acadêmica e órgãos de classe.