CDCN contará com novos representantes do segmento de imprensa

01/04/2016
A Cipó – Comunicação Interativa e o Coletivo de Entidades Negras (CEN) foram as organizações escolhidas pela sociedade civil para representar o segmento de imprensa no Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), órgão vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). As instituições revezarão a titularidade, na respectiva ordem, conforme acordo durante a assembleia de eleições, realizada na noite desta sexta-feira (01), na sede do órgão, no bairro do Pelourinho, em Salvador.

Ao defender a proposta da chapa, o representante do CEN, Yuri Silva, enfatizou que a comunicação precisa ser trabalhada como “instrumento de luta da causa racial e outras questões ligadas às mulheres, ao povo de santo, à juventude, fortalecendo, assim, a representatividade da comunidade negra e sua cultura em oposição à mídia capitalista que foca na degradação da imagem dessa mesma população”.

Para Eduardo Machado, da Cipó, o Conselho é “um espaço de controle social que precisa ser levado a sério e dar voz à comunicação comunitária, aos produtores culturais alternativos, à mídia negra, por meio da atuação conjunta de seus integrantes, reconhecendo a importância das políticas públicas para a comunicação”.

O representante do Fórum Nacional de Juventude Negra, Geovan Bantu, declarou apoio aos novos integrantes, segundo ele, “com atuação reconhecida nas comunidades, na área profissional e no movimento negro, e responsabilidade com a questão racial, podendo dar contribuições importantes para “empretecer”, cada vez mais, a comunicação, e desconstruir a imagem propagada pelos programas sensacionalistas”.

O prazo final para recurso dos resultados das eleições é 12 de abril. Na ocasião, o secretário-executivo do CDCN, Ademir Santos, do Instituto Mão Amiga, informou que ainda estão abertas vagas no conselho para a comunidade acadêmica, cuja data da assembleia ainda será divulgada. O edital e documentos complementares estão disponíveis AQUI.

Sobre o Conselho
- Com 28 anos de existência, o CDCN é formado por 21 conselheiros, sendo 6 do poder público e 15 da sociedade civil, com igual número de suplentes, envolvendo ainda os segmentos de afoxé, quilombo rural, capoeira, quilombo educacional, mulher negra, juventude, irmandade, cristão, religião de matriz africana, bloco afro e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA).

Sua finalidade é estudar, propor e acompanhar as medidas de relacionamento dos órgãos governamentais com a população negra, além do controle social, visando resgatar o direito à sua cidadania plena e participação na sociedade.