O Programa de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que completa 17 anos em abril, foi tema de encontro na tarde desta segunda-feira (2), no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária na Bahia (Incra/BA), em Salvador. A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Vera Lúcia Barbosa, participou da atividade, destacando a importância da parceria para melhoria do ensino no campo e necessidade da “inclusão da pauta, como eixo prioritário, nas reivindicações da sociedade”.
A atuação em conjunto com a Sepromi, no atendimento a quilombolas, e demais órgãos baianos, também foi colocada como essencial para o desenvolvimento do programa pelo superintendente regional do Incra/BA, Gugé Fernandes. Ele reiterou ainda que buscará esse novo arranjo para ampliar o número de cursos e estudantes beneficiados.
Estiveram presentes ainda o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, o reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Paulo Gabriel Nacif, e o delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Wellinton Rezende, além de lideranças de movimentos sociais ligados à área e representantes de Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) e universidades federais e estaduais.
Pronera na Bahia
Atualmente, estão em andamento dois cursos superiores em Direito, um pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) que beneficia 50 estudantes oriundos de assentamentos da reforma agrária. O outro curso está na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEfs), com 40 estudantes.
Há um Curso de Pós-Graduação em Agroecologia Aplicada à Agricultura Familiar Residência Agrária, por meio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), situada entre Ilhéus e Itabuna, que funciona no assentamento Terra Vista, em Arataca, para 30 estudantes.
O Incra/BA e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) finalizam ajustes, para realizar a aula inaugural prevista para maio ou junho dos cursos técnicos em Cooperativismo (50 vagas), Administração (50) e Educação Ambiental (150).
Em análise, seguem os processos para o curso superior em Tecnólogo em Agroecologia pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e Pedagogia da Terra com a Uesc. Já os cursos técnicos em Agroecologia e Agrofloresta estão fase de avaliação junto ao Instituto Federal Baiano (IF Baiano).
Com informações da Sepromi e do Incra-BA
