17/03/2016
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi) participou, nesta quinta-feira (17), de uma jornada de articulação institucional para a viabilização de planos de salvaguarda de terreiros. O encontro dá continuidade ao curso de extensão oferecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), que sediou a atividade, em Salvador.
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir-PR) também é parceira da iniciativa, que tem o objetivo de fortalecer o intercâmbio e as redes de solidariedade entre as comunidades de terreiro. Esta fase específica reúne atores estratégicos para a elaboração dos planos. O mês de abril foi estabelecido como prazo para finalização dos trabalhos.
“Ocupar o espaço da universidade e conversar com representantes das diversas instituições ligadas à nossa causa é uma oportunidade única”, disse Déa Márcia Federico, yarobá do terreiro do Gantois. “Hoje existe um diálogo, para o qual lutamos durante muito tempo. O que queremos é preservar nossas tradições”, completou o tatá do terreiro Mokambo, Anselmo Santos.
Planos de salvaguarda
Segundo Desirée Tozi, da Seppir-PR, o plano “é uma tentativa de integrar as políticas públicas que beneficiam diretamente os terreiros”. O documento pode conter pontos que dizem respeito às questões materiais, como necessidade de obras emergenciais, ou imateriais, no que tange ao direito à liberdade de culto. “Em tempos de tanta intolerância precisamos definir estratégias para garantir a atividade religiosa e atender outras demandas, compartilhando as responsabilidades com o segmento, comunidade e gestores. Por se tratar de um bem comum, cabe a todos preservar”, explicou o representante do Iphan, Andrey Schlee.
A chefe de gabinete da Sepromi, Fabya Reis, também alertou sobre o conhecimento das políticas públicas para construção do plano, “o que permitirá o alinhamento e desenvolvimento das ações de maneira efetiva”. Neste aspecto, Ana Placidino, da Coordenação de Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi, apresentou os marcos legais e os 15 programas do Plano Plurianual (PPA) do Governo da Bahia que contemplam o segmento. Ana também falou dos entraves na promoção da salvaguarda, segundo ela, “num país com estrutura social racista” e necessidade de “medidas para melhorar as condições de vida daqueles que mantém os saberes tradicionais”.
Participação
Além do Gantois e Mokambo, estiveram presentes no encontro lideranças dos terreiros Tumba Juçara, Lemba, Ilê Axé Oyá, Oxumaré, Pilão de Prata, Afonjá, entre outras. Participaram ainda os professores André Santos e Tânia Fisher, responsáveis pela atividade na UFBA, o superintendente do Iphan-BA, Fernando Ornelas, e representantes da Fundação Gregório de Matos, Fundação Pedro Calmon (FPC), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), e Secretarias do Turismo (Setur), da Educação (SEC) e da Justiça Social (SJDHDS).
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir-PR) também é parceira da iniciativa, que tem o objetivo de fortalecer o intercâmbio e as redes de solidariedade entre as comunidades de terreiro. Esta fase específica reúne atores estratégicos para a elaboração dos planos. O mês de abril foi estabelecido como prazo para finalização dos trabalhos.
“Ocupar o espaço da universidade e conversar com representantes das diversas instituições ligadas à nossa causa é uma oportunidade única”, disse Déa Márcia Federico, yarobá do terreiro do Gantois. “Hoje existe um diálogo, para o qual lutamos durante muito tempo. O que queremos é preservar nossas tradições”, completou o tatá do terreiro Mokambo, Anselmo Santos.
Planos de salvaguarda
Segundo Desirée Tozi, da Seppir-PR, o plano “é uma tentativa de integrar as políticas públicas que beneficiam diretamente os terreiros”. O documento pode conter pontos que dizem respeito às questões materiais, como necessidade de obras emergenciais, ou imateriais, no que tange ao direito à liberdade de culto. “Em tempos de tanta intolerância precisamos definir estratégias para garantir a atividade religiosa e atender outras demandas, compartilhando as responsabilidades com o segmento, comunidade e gestores. Por se tratar de um bem comum, cabe a todos preservar”, explicou o representante do Iphan, Andrey Schlee.
A chefe de gabinete da Sepromi, Fabya Reis, também alertou sobre o conhecimento das políticas públicas para construção do plano, “o que permitirá o alinhamento e desenvolvimento das ações de maneira efetiva”. Neste aspecto, Ana Placidino, da Coordenação de Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi, apresentou os marcos legais e os 15 programas do Plano Plurianual (PPA) do Governo da Bahia que contemplam o segmento. Ana também falou dos entraves na promoção da salvaguarda, segundo ela, “num país com estrutura social racista” e necessidade de “medidas para melhorar as condições de vida daqueles que mantém os saberes tradicionais”.
Participação
Além do Gantois e Mokambo, estiveram presentes no encontro lideranças dos terreiros Tumba Juçara, Lemba, Ilê Axé Oyá, Oxumaré, Pilão de Prata, Afonjá, entre outras. Participaram ainda os professores André Santos e Tânia Fisher, responsáveis pela atividade na UFBA, o superintendente do Iphan-BA, Fernando Ornelas, e representantes da Fundação Gregório de Matos, Fundação Pedro Calmon (FPC), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), e Secretarias do Turismo (Setur), da Educação (SEC) e da Justiça Social (SJDHDS).