06/05/2016
O seminário “Quilombo e Povos de Terreiro na Perspectiva da Garantia Territorial”, realizado na tarde desta sexta-feira (06), no Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, em Salvador, reuniu lideranças de ambos os segmentos, assim como estudantes e profissionais de diversas áreas. Iniciando as discussões, a técnica da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária na Bahia (Incra/BA), Eliza Cunha, focou sua exposição no conceito de território, que, segundo ela, garante a sobrevivência dessa população. “É o local onde estabelece suas relações de solidariedade, produção, da onde tiram o seu sustento”, explicou.
Já a representante da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Cléia Costa, incentivou a criação de redes para acelerar o processo de reconhecimento e regularização fundiária. “A garantia territorial perpassa pela luta coletiva”, disse. Segundo a advogada Laina Crisóstomo, que atua na área social, a negação histórica dos direitos da população negra está diretamente ligada ao racismo. “O acesso ao território também perpassa pela questão de raça, porque tudo que tem haver com África gera entraves”, afirmou. Ela também apontou o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância do Estado da Bahia como avanço, “que dialoga com a comunidade negra nas suas especificidades”, concluiu.
Participação
Um dos participantes, o historiador Valdicley Vilas Boas, avaliou a atividade como produtiva pela oportunidade de “ouvir as comunidades”. Do segmento povo de terreiro, Marcos José Oliveira destacou a importância da presença do negro nos espaços de poder. As representações da sociedade civil também apresentaram demandas e situações de racismo e intolerância religiosa. Ana Lúcia Silva, uma das lideranças do quilombo Quingoma, de Lauro de Freitas, disse que continuará defendendo a sua ancestralidade, apontando a solidariedade como caminho para o enfrentamento das violações de direitos.
O Centro
O evento também contou com a participação do coordenador do Centro de Referência Nelson Mandela, Walmir França, que falou sobre o funcionamento do equipamento social, vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). A unidade oferece apoio a vítimas de racismo e intolerância religiosa, possui uma biblioteca especializada em relações raciais e promove debates formativos na área. A mesa foi mediada pela advogada do espaço, Marinalva Lima.
Já a representante da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Cléia Costa, incentivou a criação de redes para acelerar o processo de reconhecimento e regularização fundiária. “A garantia territorial perpassa pela luta coletiva”, disse. Segundo a advogada Laina Crisóstomo, que atua na área social, a negação histórica dos direitos da população negra está diretamente ligada ao racismo. “O acesso ao território também perpassa pela questão de raça, porque tudo que tem haver com África gera entraves”, afirmou. Ela também apontou o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância do Estado da Bahia como avanço, “que dialoga com a comunidade negra nas suas especificidades”, concluiu.
Participação
Um dos participantes, o historiador Valdicley Vilas Boas, avaliou a atividade como produtiva pela oportunidade de “ouvir as comunidades”. Do segmento povo de terreiro, Marcos José Oliveira destacou a importância da presença do negro nos espaços de poder. As representações da sociedade civil também apresentaram demandas e situações de racismo e intolerância religiosa. Ana Lúcia Silva, uma das lideranças do quilombo Quingoma, de Lauro de Freitas, disse que continuará defendendo a sua ancestralidade, apontando a solidariedade como caminho para o enfrentamento das violações de direitos.
O Centro
O evento também contou com a participação do coordenador do Centro de Referência Nelson Mandela, Walmir França, que falou sobre o funcionamento do equipamento social, vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). A unidade oferece apoio a vítimas de racismo e intolerância religiosa, possui uma biblioteca especializada em relações raciais e promove debates formativos na área. A mesa foi mediada pela advogada do espaço, Marinalva Lima.