Música e estética negras são destaque na 'FeiJhoada'

05/09/2016
Idealizado pela cabeleireira, esteticista e estilista afro Negra Jhô, o projeto 'FeiJhoada' chegou à sua sétima edição neste domingo (4), em Salvador. O evento foi iniciado com cortejo pelas ruas do Pelourinho, seguido de apresentações de grupos e artistas da música negra baiana, na Praça Tereza Batista, com apoio das secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Cultura (Secult), através do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI).

Ao prestigiar o encontro, a titular da Sepromi, Fabya Reis, destacou que o evento consolidou-se como uma das principais referências da área do empreendedorismo negro. "Mulheres negras como Negra Jhô inovam e demonstram a necessidade de trabalharmos pelo empoderamento deste segmento que faz arte, gera renda e contribui para o desenvolvimento da cidade", afirmou a gestora, classificando o trabalho como “parte de um processo importante de revolução estética".

"As mulheres negras são empreendedoras por natureza. Esta atividade busca estimulá-las aos desafios e agregar diversos amigos", disse Negra Jhô, no ato que contou com a presença de turistas, ativistas do movimento negro, artistas, profissionais dos setores de moda étnica, dentre outros segmentos.

Um grande número de atrações animou o público, a exemplo das bandas Olodum, Didá, grupo Bambeia e o sambista carioca Vadinho Freire, da Estação Primeira de Mangueira. Além de música, a FeiJhoada teve performances, danças tematizadas, homenagens às raízes africanas e a tradicional culinária afro-baiana, representada pela feijoada.