19/09/2017
Empoderamento do povo negro, estreitamento das relações entre Brasil e países africanos, perspectivas de inclusão da juventude negra, dentre outros temas foram debatidos nesta segunda-feira (18), entre a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o filósofo moçambicano Severino Ngoenha e o advogado e professor Sérgio São Bernardo.
Atual reitor da Universidade Técnica de Moçambique, o professor Ngoenha ressaltou a importância de políticas inclusivas e de protagonismo do povo negro, como iniciativas que promovam a Justiça e os Direitos Humanos “numa perspectiva de projetos comuns, envolvendo as universidades a partir do pensamento afro-brasileiro”. Para ele, “é preciso valorizar a África que está no Brasil”.
A secretária da Sepromi destacou que os debates e construções coletivas, numa ampliação das relações bilaterais entre Bahia e Moçambique, reforçam ainda mais as políticas afirmativas. “Por aqui, contamos com um leque de experiências no que diz respeito às políticas destinadas ao enfrentamento das desigualdades raciais, com marcos legais essenciais, a exemplo do nosso Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, além de uma rede constituída em parceria com universidades e o Sistema de Justiça”, pontuou a gestora. Ela enfatizou, ainda, as políticas de cotas e a importância de projetos que envolvam estudantes baianos e moçambicanos.
“É preciso, de fato, pensar a relação entre a Bahia e Moçambique, a partir das cooperações e intercâmbios no contexto das políticas públicas, do desenvolvimento e da educação”, reforçou o advogado e professor Sérgio São Bernardo, lembrando de experiências brasileiras que comungam com o pensamento do educador Ngoenha. Sérgio é um dos organizadores, juntamente com a procuradora Cléia Costa, do livro “Comentários ao Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia”, lançado recentemente em Salvador. A obra aborda reflexões sobre as possibilidades de construção de arcabouços legais de forma participativa com o movimento social, a academia, os pensadores e articuladores sociais.
Agenda na Bahia
O educador e pesquisador Severino Ngoenha cumpre extensa agenda na Bahia, programação que inclui diálogos com organizações sociais, do movimento negro e entidades que atuam na valorização da cultura afro-brasileira, a exemplo do bloco Olodum.
No contexto das atividades acadêmicas ele participa do 5ºCongresso Brasileiro de Filosofia da Libertação e do 2º Encontro Internacional de Filosofia Africana, que começam nesta quarta-feira (20), no Kilombo Tenondé, em Valença, no Baixo Sul da Bahia. Os eventos são organizados no âmbito da Linha de Pesquisa Cultura e Conhecimento do Doutorado Multiinstitucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento (DMMDC), sediado na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e os grupos de pesquisa “Rede Africanidades” e “Griô - Educação popular e ancestralidade africana”.
Atual reitor da Universidade Técnica de Moçambique, o professor Ngoenha ressaltou a importância de políticas inclusivas e de protagonismo do povo negro, como iniciativas que promovam a Justiça e os Direitos Humanos “numa perspectiva de projetos comuns, envolvendo as universidades a partir do pensamento afro-brasileiro”. Para ele, “é preciso valorizar a África que está no Brasil”.
A secretária da Sepromi destacou que os debates e construções coletivas, numa ampliação das relações bilaterais entre Bahia e Moçambique, reforçam ainda mais as políticas afirmativas. “Por aqui, contamos com um leque de experiências no que diz respeito às políticas destinadas ao enfrentamento das desigualdades raciais, com marcos legais essenciais, a exemplo do nosso Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, além de uma rede constituída em parceria com universidades e o Sistema de Justiça”, pontuou a gestora. Ela enfatizou, ainda, as políticas de cotas e a importância de projetos que envolvam estudantes baianos e moçambicanos.
“É preciso, de fato, pensar a relação entre a Bahia e Moçambique, a partir das cooperações e intercâmbios no contexto das políticas públicas, do desenvolvimento e da educação”, reforçou o advogado e professor Sérgio São Bernardo, lembrando de experiências brasileiras que comungam com o pensamento do educador Ngoenha. Sérgio é um dos organizadores, juntamente com a procuradora Cléia Costa, do livro “Comentários ao Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia”, lançado recentemente em Salvador. A obra aborda reflexões sobre as possibilidades de construção de arcabouços legais de forma participativa com o movimento social, a academia, os pensadores e articuladores sociais.
Agenda na Bahia
O educador e pesquisador Severino Ngoenha cumpre extensa agenda na Bahia, programação que inclui diálogos com organizações sociais, do movimento negro e entidades que atuam na valorização da cultura afro-brasileira, a exemplo do bloco Olodum.
No contexto das atividades acadêmicas ele participa do 5ºCongresso Brasileiro de Filosofia da Libertação e do 2º Encontro Internacional de Filosofia Africana, que começam nesta quarta-feira (20), no Kilombo Tenondé, em Valença, no Baixo Sul da Bahia. Os eventos são organizados no âmbito da Linha de Pesquisa Cultura e Conhecimento do Doutorado Multiinstitucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento (DMMDC), sediado na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e os grupos de pesquisa “Rede Africanidades” e “Griô - Educação popular e ancestralidade africana”.