07/04/2016
Foi iniciada nesta quarta (6) e segue até sexta-feira (8), em Salvador, a 2ª Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (CEATER). O evento reúne cerca de 300 delegados e conta com a participação da Sepromi. A titular da pasta, Vera Lúcia Barbosa, esteve na abertura dos trabalhos, juntamente com outros secretários estaduais, autoridades e representantes de movimentos sociais. A realização é da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS).
O secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, destacou o processo de mobilização que envolveu o evento, precedido pela realização de debates em diversos municípios, localizados em todos os territórios baianos. “Foram 27 conferências territoriais que serviram para aprimorar cada ação do governo do Estado por uma ATER qualitativa”, explicou. De acordo com o gestor, a instituição da SDR, no atual governo, é reflexo da prioridade para o setor da agricultura familiar. Segundo ele, são 700 mil propriedades com atividades na área, maior participação no país.
Já a secretária da Sepromi ressaltou a presença majoritária da população negra no ambiente rural. “É fundamental atuarmos junto a este público, trabalhando com políticas estruturantes e capazes de transformar ainda mais a realidade do campo, potencializando o seu desenvolvimento, construindo um ambiente rural forte”, afirmou Vera Lúcia Barbosa. Ela lembrou a necessidade de prestação de uma assistência técnica que respeite as características e questões identitárias de cada segmento da população rural, incluindo indígenas, povos de terreiro, quilombolas, dentre outros.
O representante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Naidson Quintella, acredita que as discussões são uma importante estratégia na busca de caminhos para a efetivação de uma ATER que viabilize a produção de alimentos de qualidade. “Esse é o sentido da realização desta Conferência. O objetivo é construir e sintetizar propostas para que a Bahia caminhe na direção da produção de alimentos agroecológicos e saudáveis”, disse.
Já a diretora de Políticas para Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Célia Watanabe, disse que um o desafio é consolidar e garantir uma política de ATER continuada. “A expectativa é levantar elementos para a conferência nacional, na construção de um sistema nesta área, considerando as três esferas de governo, respeitando as questões locais e territoriais”, afirmou. A diretora pontuou que um dos principais avanços das conferências de ATER é a paridade de gênero entre os participantes, o que ajuda a democratizar as deliberações coletivas.
A conferência - Na conferência estadual participam os representantes eleitos nas conferências territoriais. O evento é um espaço de avaliação da nova estratégia de ATER executada na Bahia, com a criação Bahiater. Na 2ª CEATER também serão reunidas as proposições do estado a serem encaminhadas à Conferência Nacional, que acontece no mês de maio, em Brasília. Participam agricultores familiares, jovens rurais, povos e comunidades tradicionais, profissionais de ATER, organizações sociais prestadoras de serviços de ATER, prefeituras municipais, consórcios públicos territoriais, sindicato de trabalhadores rurais e movimentos sociais.
Chamada pública – No âmbito das ações do governo do Estado para os segmentos de povos e comunidades tradicionais está a parceria entre Sepromi e SDR, através da Bahiater, para a oferta de serviços de assistência técnica e extensão rural, com meta de atendimento a 10 mil famílias. Serão contempladas quilombolas, indígenas, além de populações de fundos de pasto e geraizeiros. As ações resultam da chamada pública 02/2015, lançada em outubro do ano passado, com financiamento pelo Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), em cumprimento ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. O valor total de investimento está na ordem de R$ 37,83 milhões. Os trabalhos devem ser executados por entidades com larga experiência na área. Mais informações podem ser conferidas em http://www.sdr.ba.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=44.
O secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, destacou o processo de mobilização que envolveu o evento, precedido pela realização de debates em diversos municípios, localizados em todos os territórios baianos. “Foram 27 conferências territoriais que serviram para aprimorar cada ação do governo do Estado por uma ATER qualitativa”, explicou. De acordo com o gestor, a instituição da SDR, no atual governo, é reflexo da prioridade para o setor da agricultura familiar. Segundo ele, são 700 mil propriedades com atividades na área, maior participação no país.
Já a secretária da Sepromi ressaltou a presença majoritária da população negra no ambiente rural. “É fundamental atuarmos junto a este público, trabalhando com políticas estruturantes e capazes de transformar ainda mais a realidade do campo, potencializando o seu desenvolvimento, construindo um ambiente rural forte”, afirmou Vera Lúcia Barbosa. Ela lembrou a necessidade de prestação de uma assistência técnica que respeite as características e questões identitárias de cada segmento da população rural, incluindo indígenas, povos de terreiro, quilombolas, dentre outros.
O representante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Naidson Quintella, acredita que as discussões são uma importante estratégia na busca de caminhos para a efetivação de uma ATER que viabilize a produção de alimentos de qualidade. “Esse é o sentido da realização desta Conferência. O objetivo é construir e sintetizar propostas para que a Bahia caminhe na direção da produção de alimentos agroecológicos e saudáveis”, disse.
Já a diretora de Políticas para Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Célia Watanabe, disse que um o desafio é consolidar e garantir uma política de ATER continuada. “A expectativa é levantar elementos para a conferência nacional, na construção de um sistema nesta área, considerando as três esferas de governo, respeitando as questões locais e territoriais”, afirmou. A diretora pontuou que um dos principais avanços das conferências de ATER é a paridade de gênero entre os participantes, o que ajuda a democratizar as deliberações coletivas.
A conferência - Na conferência estadual participam os representantes eleitos nas conferências territoriais. O evento é um espaço de avaliação da nova estratégia de ATER executada na Bahia, com a criação Bahiater. Na 2ª CEATER também serão reunidas as proposições do estado a serem encaminhadas à Conferência Nacional, que acontece no mês de maio, em Brasília. Participam agricultores familiares, jovens rurais, povos e comunidades tradicionais, profissionais de ATER, organizações sociais prestadoras de serviços de ATER, prefeituras municipais, consórcios públicos territoriais, sindicato de trabalhadores rurais e movimentos sociais.
Chamada pública – No âmbito das ações do governo do Estado para os segmentos de povos e comunidades tradicionais está a parceria entre Sepromi e SDR, através da Bahiater, para a oferta de serviços de assistência técnica e extensão rural, com meta de atendimento a 10 mil famílias. Serão contempladas quilombolas, indígenas, além de populações de fundos de pasto e geraizeiros. As ações resultam da chamada pública 02/2015, lançada em outubro do ano passado, com financiamento pelo Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), em cumprimento ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. O valor total de investimento está na ordem de R$ 37,83 milhões. Os trabalhos devem ser executados por entidades com larga experiência na área. Mais informações podem ser conferidas em http://www.sdr.ba.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=44.