02/11/2020
*Fabya Reis
É chegado o emblemático Novembro Negro, mês de luta e afirmação do povo negro, num calendário consideravelmente atípico. Momento de celebrar conquistas, mas refletir acerca dos desafios atuais da população negra. Os impactos da pandemia de Covid-19 estão entre as maiores questões e não dizem respeito somente à nossa gente, lembremos.
A pandemia atualiza as feridas do racismo estrutural presentes ao longo da história. Expõe problemas que atingem em cheio o povo negro na perspectiva econômica, da saúde, moradia, infraestrutura do campo e da cidade, também na educação, cultura, dentre outras.
Já no primeiro semestre deste ano a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios divulgava a desigualdade salarial entre trabalhadores a partir da perspectiva étnico-racial, com pessoas negras recebendo menor remuneração e sendo as mais impactadas pelas demissões acentuadas neste período.
No campo econômico não restam dúvidas de que o desafio é mesmo gigante, mas a Bahia vem travando esta batalha. Uma das iniciativas, tendo à frente a Sepromi, foi o lançamento do Edital da Década Afrodescendente para prevenção e enfrentamento dos efeitos da pandemia junto à população negra, povos e comunidades tradicionais. Serão viabilizadas práticas empreendedoras solidárias, tecnologias de venda e escoamento, além de assessoria técnica, na diretriz do Governo do Estado de atravessar este momento difícil apoiando quem mais precisa.
O desafio maior é, sem dúvidas, salvar vidas. Na área da saúde uma das principais medidas junto à Sesab foi a inclusão do quesito raça/cor nos boletins epidemiológicos, também no aplicativo Monitora Covid, na parceria com a Secti. A Sepromi desenvolveu, ainda, distribuição de máscaras de proteção, além de orientação para os povos e comunidades tradicionais.
É chegado o emblemático Novembro Negro, mês de luta e afirmação do povo negro, num calendário consideravelmente atípico. Momento de celebrar conquistas, mas refletir acerca dos desafios atuais da população negra. Os impactos da pandemia de Covid-19 estão entre as maiores questões e não dizem respeito somente à nossa gente, lembremos.
A pandemia atualiza as feridas do racismo estrutural presentes ao longo da história. Expõe problemas que atingem em cheio o povo negro na perspectiva econômica, da saúde, moradia, infraestrutura do campo e da cidade, também na educação, cultura, dentre outras.
Já no primeiro semestre deste ano a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios divulgava a desigualdade salarial entre trabalhadores a partir da perspectiva étnico-racial, com pessoas negras recebendo menor remuneração e sendo as mais impactadas pelas demissões acentuadas neste período.
No campo econômico não restam dúvidas de que o desafio é mesmo gigante, mas a Bahia vem travando esta batalha. Uma das iniciativas, tendo à frente a Sepromi, foi o lançamento do Edital da Década Afrodescendente para prevenção e enfrentamento dos efeitos da pandemia junto à população negra, povos e comunidades tradicionais. Serão viabilizadas práticas empreendedoras solidárias, tecnologias de venda e escoamento, além de assessoria técnica, na diretriz do Governo do Estado de atravessar este momento difícil apoiando quem mais precisa.
O desafio maior é, sem dúvidas, salvar vidas. Na área da saúde uma das principais medidas junto à Sesab foi a inclusão do quesito raça/cor nos boletins epidemiológicos, também no aplicativo Monitora Covid, na parceria com a Secti. A Sepromi desenvolveu, ainda, distribuição de máscaras de proteção, além de orientação para os povos e comunidades tradicionais.
O cenário ainda exige atenção redobrada das variadas esferas da sociedade. Dados demonstram os riscos à vida da população negra. De acordo com a Sesab, do total de casos confirmados desde o início da pandemia, um percentual de 60,6% corresponde à população negra.
Não há dúvidas, portanto, que o contexto atual coloca à comunidade negra a necessidade de seguir na luta, resistindo pela garantia de direitos, pelo direito à vida. A Sepromi reafirma seu compromisso de continuar trabalhando para proteger a nossa gente, com a manutenção de instâncias como o Centro de Referência Nelson Mandela, Comissão dos Povos e Comunidades Tradicionais, Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra, além do Fórum de Gestores. Numa campanha a ser executada neste mês, o foco no combate ao racismo estrutural, valorizando os movimentos sociais e esforços do povo negro na edificação deste país. Salve o Novembro Negro!
*Fabya Reis é titular da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
*Artigo publicado originalmente no Jornal A Tarde, edição do dia 02 de novembro de 2020.*Fabya Reis é titular da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).