04/05/2016
A ialorixá Jaciara Ribeiro, liderança do terreiro Abassá de Ogum, localizado no bairro de Itapuã, em Salvador, denunciou nesta quarta-feira (4) atos de vandalismo praticados no busto instalado no Parque do Abaeté, em homenagem à Mãe Gildásia dos Santos, a Mãe Gilda. O equipamento, inaugurado em 2014, foi danificado na noite desta terça-feira (3), crime já denunciado ao Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
“Mãe Gilda teve seu terreiro invadido no ano de 2000, foi agredida, teve sua imagem maculada por outro segmento religioso e veio a falecer. Depois de 16 anos, mesmo com o reconhecimento da sua luta dentro da comunidade, novamente é vítima de intolerância religiosa, sendo violada em sua memória”, desabafou Mãe Jaciara Ribeiro, de quem é filha biológica e sucessora no templo religioso. “Além do crime de ódio religioso, vivemos o racismo ambiental. Quando realizamos uma oferenda, logo em seguida alguém toca fogo e agride as árvores sobre as quais fazemos os rituais”, completou Mãe Jaciara, que formalizará queixa em delegacia ainda na tarde de hoje.
“Mãe Gilda teve seu terreiro invadido no ano de 2000, foi agredida, teve sua imagem maculada por outro segmento religioso e veio a falecer. Depois de 16 anos, mesmo com o reconhecimento da sua luta dentro da comunidade, novamente é vítima de intolerância religiosa, sendo violada em sua memória”, desabafou Mãe Jaciara Ribeiro, de quem é filha biológica e sucessora no templo religioso. “Além do crime de ódio religioso, vivemos o racismo ambiental. Quando realizamos uma oferenda, logo em seguida alguém toca fogo e agride as árvores sobre as quais fazemos os rituais”, completou Mãe Jaciara, que formalizará queixa em delegacia ainda na tarde de hoje.