21/10/2016
O Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), realizou um painel sobre marchas e caminhadas do movimento negro nesta sexta (21), em Salvador, reunindo diversas lideranças do segmento na sede do equipamento social, na Avenida Sete de Setembro. As discussões destacaram a importância e o legado das mobilizações para o fortalecimento da luta do povo negro.
O coordenador de Promoção da Igualdade Racial da Sepromi, Antônio Cosme Lima, ressaltou que o movimento negro e os demais setores dos movimentos sociais sempre utilizaram essas atividades como "estratégias para dar visibilidade à luta e apresentar as suas reivindicações, chamando a atenção dos poderes públicos e da sociedade civil". Ele lembrou que a criação da pasta, em 2007, é parte do atendimento a estas demandas históricas, assim como o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
Entre as presenças estava o representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Gilberto Leal, que apresentou um histórico das manifestações na capital baiana, destacando seu papel no fortalecimento e garantia de direitos do povo negro. "A marcha é a palavra da luta negra na rua. Marca não apenas momentos históricos, mas consolida o processo de reinvidicação das políticas públicas para superação das desigualdades raciais", disse o ativista.
Uma das mais recentes mobilizações, a Marcha do Empoderamento Crespo, aborda a estética como instrumento de empoderamento e enfrentamento ao racismo. "O cabelo é apenas o fio condutor para pensar todo o corpo negro, sua subjetividade, reverter estigmas", afirmou uma das ativistas, Naira Gomes. De acordo com ela, a próxima atividade está programada para o mês de novembro, saindo do Campo Grande em direção à Praça Castro Alves.
Já a Caminhada do Povo de Santo no Subúrbio surgiu em 2008, a partir de um episódio de intolerância religiosa praticada contra integrantes de terreiro de candomblé. "Desde então estamos juntos, como povo de religião de matriz africana, lutando pela paz e contra o ódio religioso", contou Valdo Lumumba, anunciando que em 2017 serão realizados encontros preparatórios nos terreiros.
Edmilson Sales, da Caminhada do Engelho Velho da Federação contra a Intolerância Religiosa, ressaltou a importância do ato para conscientização e pacificação da sociedade. "Buscamos respeito e garantias institucionais para a prática da nossa religião", disse Sales, pontuando que o evento já acontece há 12 anos. Neste ano, a ação será no dia 15 de novembro. Ao longo do ano a capital baiana também é marcada por outras ações no calendário da luta racial. São rodas de conversa, oficinas, palestras, dentre outras iniciativas.
O coordenador de Promoção da Igualdade Racial da Sepromi, Antônio Cosme Lima, ressaltou que o movimento negro e os demais setores dos movimentos sociais sempre utilizaram essas atividades como "estratégias para dar visibilidade à luta e apresentar as suas reivindicações, chamando a atenção dos poderes públicos e da sociedade civil". Ele lembrou que a criação da pasta, em 2007, é parte do atendimento a estas demandas históricas, assim como o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
Entre as presenças estava o representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Gilberto Leal, que apresentou um histórico das manifestações na capital baiana, destacando seu papel no fortalecimento e garantia de direitos do povo negro. "A marcha é a palavra da luta negra na rua. Marca não apenas momentos históricos, mas consolida o processo de reinvidicação das políticas públicas para superação das desigualdades raciais", disse o ativista.
Uma das mais recentes mobilizações, a Marcha do Empoderamento Crespo, aborda a estética como instrumento de empoderamento e enfrentamento ao racismo. "O cabelo é apenas o fio condutor para pensar todo o corpo negro, sua subjetividade, reverter estigmas", afirmou uma das ativistas, Naira Gomes. De acordo com ela, a próxima atividade está programada para o mês de novembro, saindo do Campo Grande em direção à Praça Castro Alves.
Já a Caminhada do Povo de Santo no Subúrbio surgiu em 2008, a partir de um episódio de intolerância religiosa praticada contra integrantes de terreiro de candomblé. "Desde então estamos juntos, como povo de religião de matriz africana, lutando pela paz e contra o ódio religioso", contou Valdo Lumumba, anunciando que em 2017 serão realizados encontros preparatórios nos terreiros.
Edmilson Sales, da Caminhada do Engelho Velho da Federação contra a Intolerância Religiosa, ressaltou a importância do ato para conscientização e pacificação da sociedade. "Buscamos respeito e garantias institucionais para a prática da nossa religião", disse Sales, pontuando que o evento já acontece há 12 anos. Neste ano, a ação será no dia 15 de novembro. Ao longo do ano a capital baiana também é marcada por outras ações no calendário da luta racial. São rodas de conversa, oficinas, palestras, dentre outras iniciativas.
Estiveram presentes, ainda, o coordenador do Centro de Referência Nelson Mandela, Walmir França, e a secretária do equipamento social, Jumária Santos, que mediou a mesa. Além dos debates, o espaço oferece uma biblioteca especializada em relações raciais e oferece apoio psicológico, jurídico e social a vítimas de racismo e intolerância religiosa na Bahia.