
No encontro, a pró-reitora de Ações Afirmativas e coordenadora do Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos (Cepaia), Marluce Macedo, e o professor Nelson Costa, abordaram iniciativas para efetivação da lei federal 10.639/03, que determina a introdução da história e cultura afro-brasileiras nas práticas educacionais. Em destaque, a formação de profissionais em educação quilombola, com graduação e especialização, e núcleos em comunidades mais distantes para realização de cursos e outras atividades.
Além disso, entregaram para gestora da pasta de Igualdade Racial uma cópia do documentário ‘Racismo no Carnaval de Salvador’, ocasião em que sugeriram a criação de um banco de dados que reúna casos relacionados e auxilie na construção de políticas públicas específicas. O vídeo, do ano de 2014, contêm entrevistas de 11 personalidades como o presidente do bloco afro Olodum, João Jorge, Vovô do Ilê e Ailton Ferreira, hoje assessor especial da Sepromi.
Sistema de cotas
A UNEB foi pioneira, em 2002, na criação de um sistema de cotas para afrodescendentes, o que passou a ser seguido por instituições de ensino superior em todo o país. Hoje, mais de 140 universidades adotaram o modelo de cotas, reconhecido pelo STF e com obrigatoriedade assegurada em lei. A Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf) foi criada no ano passado e abarca políticas estudantis para populações negras, os segmentos indígenas, de mulheres, comunidade LGBT, pessoas com deficiência, dentre outros grupos vulneráveis.