Parceiros visitam posto de atendimento e articulam ações de combate ao racismo na Micareta de Feira

04/09/2015

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O sábado (25) de Micareta em Feira de Santana, a 108 km de Salvador, foi de diálogo e articulação institucional em torno das ações de enfrentamento ao racismo na festa momesca. Um posto de atendimento instalado no circuito da folia reúne profissionais da área social e jurídica para apoio aos foliões que forem vítimas deste tipo de violência. O espaço foi visitado ontem pela titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), representantes de órgãos ligados à Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, dentre outras organizações parceiras.

Além de atendimento especializado, uma ação de divulgação tem sido desenvolvida, potencializando outros canais de denúncias como o Ligue 162 (Ouvidoria Geral do Estado – OGE) e o Ligue 156 (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social – Sedeso, parceira na iniciativa). Também participam do serviço o Centro de Referência Maria Quitéria, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), por meio da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (PROPAAE), e o Conselho Municipal das Comunidades Negras e Indígenas (COMDECNI).

Também estiveram presentes no espaço, neste sábado, o deputado estadual José Neto, líder do governo na Assembleia Legislativa; o titular da Sedeso, Ildes Ferreira; bem como representantes da sociedade civil, a exemplo de Weldes Valeriano, do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST); e Lourdes Santana, conselheira do COMDECNI.

Para a secretária da Sepromi, as ações em Feira de Santana neste período festivo são importantes e apontam para a necessidade de um trabalho permanente de enfrentamento às desigualdades e promoção de politicas visando a igualdade racial, ao longo do ano. “Trata-se de um serviço colocado à disposição do público da festa, com a equipe do nosso Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, sediado em salvador, que está no intuito de colher as possíveis denúncias, mas também levar informações sobre o racismo e suas formas de enfrentamento. Este tipo de prática é crime, mensagem que precisa ser disseminada”, afirmou.

Espaços para a cultura negra e inclusão social

A titular da Sepromi também visitou camarotes e equipes de imprensa que cobrem a festa, divulgando as ações desenvolvidas. Na sequência, conheceu o espaço Quilombola, por onde desfilam blocos afro, afoxés, de samba, capoeira e outros segmentos, apoiados pelo programa Outro Negro, coordenado pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), órgão da Secretaria Estadual da Cultura (Secult).

Durante o dia foram feitas abordagens e panfletagens em pontos estratégicos de circulação de pessoas, a exemplo da rodoviária e o próprio circuito Maneca Ferreira. Taxistas e lojistas do entorno da festa também receberam material, repercutindo a iniciativa junto aos seus clientes.

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