Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa conta com novos integrantes

04/09/2015
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A segunda reunião da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa deste ano, realizada nesta terça-feira (10), no Centro de Referência Nelson Mandela, em Salvador, contou com a participação de novos órgãos, como Secretaria da Educação (SEC), e representações da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e Instituto Mídia Étnica, entre outras organizações.

Ao participar do encontro pela primeira vez, a assessora do deputado estadual Bira Côroa, Lindinalva de Paula, destacou a importância da Rede, coordenada pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), no “controle social e contribuição para o avanço das políticas de combate ao racismo e à intolerância religiosa na Bahia, a partir do diálogo entre o poder público e a sociedade civil”.

Já o diretor de cultura da Associação Comunitária Alzira do Conforto, Albino Apolinário, que acompanha os trabalhos desde o início, acredita que este é “um momento ímpar, por conta da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, instituído pela Lei 13.182, em 2014”. Para ele, a Bahia sai na frente. “O racismo é crime. As pessoas têm que entender e respeitar a diversidade, a cor e religião do outro”, concluiu.

Na abertura do encontro, a titular da Sepromi, Vera Lúcia Barbosa, disse que “espaços como esse precisam ser fortalecidos para que o governo estadual faça uma boa gestão”. A representante da Ouvidoria Geral do Estado (OGE), Tatiana Vanderlei, também considera as reuniões positivas. “As discussões são sempre muito ricas, pois reproduzimos e multiplicamos no nosso ambiente de trabalho”.

Encaminhamentos

A síntese da produção dos grupos de trabalho da Rede – Poder Público, Universidades, Sociedade Civil e Sistema de Justiça – foi divulgada na oportunidade. Entre os encaminhamentos, alguns já em execução, estão cursos de especialização nas universidades, visitas da Sepromi às instituições de ensino e seminário sobre racismo na UFBA.

No dia 27 deste mês, o GT Universidades estará reunido na UEFS. Está previsto ainda encontro de integrantes da Rede com a Secretaria da Administração (Saeb) para dar continuidade ao recadastramento de servidores do governo baiano, com a inclusão do quesito raça/cor, interiorização e convite à Corregedoria Geral da Polícia.

Recentemente, foi criado um grupo de trabalho de tecnologia da informação para elaboração de uma plataforma de convergência de dados de racismo e intolerância religiosa na Bahia, o que facilitará o mapeamento e desenvolvimento de políticas públicas na área.

Centro de Referência Nelson Mandela

Após a reunião da Rede, foi apresentado o novo coordenador do Centro de Referência Nelson Mandela, Walmir França. Estiveram presentes, no ato, profissionais da unidade, militantes do movimento negro, amigos e personalidades, como o cantor e compositor Tonho Matéria e o artista plástico Lucas Batatinha, que desejaram sucesso ao novo gestor.

Na ocasião, França ressaltou o papel da Rede e da sociedade como todo no combate ao racismo e à intolerância religiosa, pois “o Centro não vai funcionar sozinho e depende desse esforço coletivo”. A ideia, segundo o coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Sepromi, Sérgio São Bernardo, é que “a gente consiga acompanhar os casos para saber a solução e dar resposta, indo além do atendimento e encaminhamento”.

A mineira Alza Cataldo, que está em Salvador para produzir um filme sobre a origem da Intolerância na Bahia e no Brasil, aproveitou a oportunidade para conhecer o equipamento. “Fiquei muito impressionada tanto em ouvir o acolhimento ao França quanto com a estrutura física do Centro, pioneiro no Brasil, que está desempenhando uma tarefa importante no acolhimento às vítimas de racismo e intolerância religiosa”.

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