17/06/2016
No seminário sobre a trajetória do Olodum, realizado no Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, em Salvador, nesta sexta-feira (17), o presidente da organização, João Jorge, destacou a importância do legado deixado pelos blocos afro, que “só sobreviverão se envolvermos a juventude com as entidades do movimento negro”, provocou.
Ele também falou sobre a representatividade do povo negro nos espaços de poder e apontou, como um dos desafios, a criação da universidade Olodum. “Desde o início da nossa atuação, decidimos ir além dos desfiles no Carnaval e desenvolver iniciativas ao longo de todo o ano, tendo como primeira atitude a criação da Escola Olodum, porque entendemos que a educação é a base para o enfrentamento ao racismo e a garantia dos direitos dessa população”, afirmou.
A experiência da escola tem sido referência para criação de unidades semelhantes. Neste ano, o bloco afro completa 37 anos de luta pela elevação da autoestima da população negra e combate à discriminação racial. “A nossa ideologia é ancestral. Somos descendentes de africanos, inventamos a escrita, astronomia, desempenhando um papel importante em diversas áreas. A nossa identidade precisa ser fortalecida e valorizada, por isso a ação é permanente e estamos abertos para contribuições”, completou João Jorge.
Escola Olodum
A educadora da escola Olodum, Carla Pita, falou da estratégia da organização em associar as oficinas de linguagens artísticas (dança, percussão e canto) com as de liderança para que as crianças, adolescentes e jovens estejam preparados, independente de qual caminho decidam trilhar. Os alunos aprendem sobre as ideologias e personalidades negras a partir das temáticas escolhidas pelo bloco afro nos carnavais.
Também recebem orientações para o mercado de trabalho sobre currículo, postura profissional, portfólio, relações interpessoais, comunicação, marketing, gerenciamento do tempo e uso responsável da internet, e participam de oficinas políticas que tratam da consciência negra, violência contra mulheres e juventude negra, racismo ambiental, questões geracionais e intolerância religiosa.
Além disso, recebem uma bolsa no valor de R$ 200. Para a cantora, compositora e ex-aluna da escola Olodum, Graziela Ayres, 22 anos, que participou do evento, o “bloco afro representa resistência, a força negra”. Ela foi uma das ganhadoras do Festival de Música e Arte do Olodum (Femadum 2016) com a música “Dores e Glórias”, em parceria com outras pessoas.
Pertencimento
As músicas do Olodum são conhecidas internacionalmente, mas poucos sabem do processo de pesquisa para composição das letras. O coreógrafo e compositor da organização, Edvaldo Lopes, mais conhecido como Tito, falou dessa experiência. “No momento em que o bloco afro pesquisa sobre o tema, compartilha com os compositores. É necessário gostar da história, haver o sentimento de pertencimento da temática”, explicou. O seminário também contou com a presença do conselheiro Ubiraci Oliveira, que falou da história e participação das mulheres negras na instituição.
O coordenador do Centro de Referência Nelson Mandela, ligado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Walmir França, também destacou o Olodum como ícone da luta contra o racismo, intolerância religiosa, combate ao machismo e à homofobia. Também presente, o presidente da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araújo, parabenizou pela atividade. “Tenho acompanhado os encontros no Centro e as temáticas são muito pertinentes, além de serem tratadas de uma forma diferente, mais leve, participativa”.
Ele também falou sobre a representatividade do povo negro nos espaços de poder e apontou, como um dos desafios, a criação da universidade Olodum. “Desde o início da nossa atuação, decidimos ir além dos desfiles no Carnaval e desenvolver iniciativas ao longo de todo o ano, tendo como primeira atitude a criação da Escola Olodum, porque entendemos que a educação é a base para o enfrentamento ao racismo e a garantia dos direitos dessa população”, afirmou.
A experiência da escola tem sido referência para criação de unidades semelhantes. Neste ano, o bloco afro completa 37 anos de luta pela elevação da autoestima da população negra e combate à discriminação racial. “A nossa ideologia é ancestral. Somos descendentes de africanos, inventamos a escrita, astronomia, desempenhando um papel importante em diversas áreas. A nossa identidade precisa ser fortalecida e valorizada, por isso a ação é permanente e estamos abertos para contribuições”, completou João Jorge.
Escola Olodum
A educadora da escola Olodum, Carla Pita, falou da estratégia da organização em associar as oficinas de linguagens artísticas (dança, percussão e canto) com as de liderança para que as crianças, adolescentes e jovens estejam preparados, independente de qual caminho decidam trilhar. Os alunos aprendem sobre as ideologias e personalidades negras a partir das temáticas escolhidas pelo bloco afro nos carnavais.
Também recebem orientações para o mercado de trabalho sobre currículo, postura profissional, portfólio, relações interpessoais, comunicação, marketing, gerenciamento do tempo e uso responsável da internet, e participam de oficinas políticas que tratam da consciência negra, violência contra mulheres e juventude negra, racismo ambiental, questões geracionais e intolerância religiosa.
Além disso, recebem uma bolsa no valor de R$ 200. Para a cantora, compositora e ex-aluna da escola Olodum, Graziela Ayres, 22 anos, que participou do evento, o “bloco afro representa resistência, a força negra”. Ela foi uma das ganhadoras do Festival de Música e Arte do Olodum (Femadum 2016) com a música “Dores e Glórias”, em parceria com outras pessoas.
Pertencimento
As músicas do Olodum são conhecidas internacionalmente, mas poucos sabem do processo de pesquisa para composição das letras. O coreógrafo e compositor da organização, Edvaldo Lopes, mais conhecido como Tito, falou dessa experiência. “No momento em que o bloco afro pesquisa sobre o tema, compartilha com os compositores. É necessário gostar da história, haver o sentimento de pertencimento da temática”, explicou. O seminário também contou com a presença do conselheiro Ubiraci Oliveira, que falou da história e participação das mulheres negras na instituição.
O coordenador do Centro de Referência Nelson Mandela, ligado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Walmir França, também destacou o Olodum como ícone da luta contra o racismo, intolerância religiosa, combate ao machismo e à homofobia. Também presente, o presidente da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araújo, parabenizou pela atividade. “Tenho acompanhado os encontros no Centro e as temáticas são muito pertinentes, além de serem tratadas de uma forma diferente, mais leve, participativa”.