Sepromi e UFBA reafirmam compromisso com populações tradicionais

11/10/2016
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) discutiram nesta terça-feira (11), em Salvador, parcerias para ampliação de políticas voltadas à população negra e aos segmentos dos povos e comunidades tradicionais. Durante o encontro, a titular da pasta, Fabya Reis, juntamente com o reitor João Carlos Salles, alinharam estratégias para a formalização, nos próximos dias, de um termo de cooperação onde constarão as principais atribuições institucionais entre o Governo do Estado e a instituição de ensino superior.

O objetivo prático da parceria é a implementação de capacitações, pesquisas, diagnósticos, assistência técnica e outros projetos em comunidades quilombolas, de fundos e fechos de pasto e junto ao segmento de marisqueiras e pescadoras. As ações deverão envolver, principalmente, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, o projeto Geografar, além do programa Maricultura Familiar Solidária (Marsol), que já acumulam diversas experiências em suas áreas de atuação. Os trabalhos também terão a participação da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Companhia de Ação Regional (CAR) e Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA).

A secretária da Sepromi ressaltou a importância da UFBA para o desenvolvimento dos territórios baianos que, segundo ela, soma-se ao esforço para consolidação das políticas afirmativas em curso. “Trata-se de uma instância de ensino superior fundamental para a Bahia. Tem cumprido com excelência sua missão enquanto universidade, gerando reflexões, formação de opinião e construção de novas dinâmicas e relações sociais”, disse ela. “Este ambiente universitário tem sido resignificado nos últimos anos com a inclusão do povo negro e dos demais segmentos excluídos do ensino superior. Agora, com a nossa parceria, abraça a missão de contribuir ainda mais para a qualidade de vida das populações tradicionais”, completou. Fabya Reis.

Já o reitor João Carlos Salles afirmou que a cooperação será “uma medida de avanço numa universidade que pretende ser inclusiva e tem trabalhado nesta finalidade”. Ele lembrou, ainda, a ampliação de uma série de iniciativas em andamento, como a criação de um grupo de trabalho para estender ações afirmativas aos cursos de pós-graduação, modificações estruturais e recuperação do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO).

Conquistas históricas
– Durante o encontro os dirigentes também discutiram a importância da preservação de direitos conquistados historicamente, a exemplo da autodeclaração e a política de cotas, além da a proposta da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa para criação de uma graduação em políticas publicas de Promoção da Igualdade Racial (PIR).

A titular da Sepromi informou sobre as recentes tratativas da pasta com outras instâncias educacionais, voltadas à intensificação do enfrentamento ao racismo institucional. Nos últimos dias ela manteve audiências com o reitor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), José Bites, com o secretário estadual da Educação, Walter Pinheiro, bem como o diretor-geral do Instituto Anísio Teixeira (IAT), Severiano Alves.

O ato de formalização da cooperação entre Governo do Estado e UFBA deverá acontecer no próximo mês, dentro da programação do Novembro Negro, período de intensas mobilizações no calendário da luta racial do país. A reunião desta terça-feira também contou com a presença do professor Fabio Velame, superintendente de Meio Ambiente e Infraestrutura da UFBA, além de Cássia Virgínia, pró-reitora de Ações Afirmativas da instituição.