11/11/2016
O seminário “Racismo faz mal à saúde” foi realizado na tarde desta sexta-feira (11), como parte da Programação do Novembro Negro, no Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, órgão vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi). O encontro contou com a participação do educador e especialista da medicina natural ancestral africana, Jorge Conceição, que, a partir de referenciais teóricos, provocou reflexões sobre as consequências do racismo na saúde física e mental da população negra.
Autor de livros como Climatologia corporal, Boi Multicor e Negritude: do espelho quebrado à identidade autêntica, Jorge falou dos problemas causados pela alimentação inadequada após a colonização. “Os índios, os afrodescendentes, deixaram muito de suas raízes nutricionais, adquirindo hábitos prejudiciais à saúde, que comprometem órgãos vitais, a exemplo da ingestão do açúcar branco”, explicou, lembrando, ainda, que “o racismo não afeta só a saúde, mas as relações econômicas, sociais e políticas”.
Para Diulice Vitório, da Associação Cultural Manuel Faustino, a atividade foi enriquecedora. “Tive a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre os malefícios do racismo na saúde, o que ajuda abrir a mente e gerar consciência, inclusive na mudança de hábitos alimentares”, disse. Quem também prestigiou a atividade foi o pastor capelão Raimundo Nonato, que compartilhou as suas experiências. “Sofri muita discriminação racial, perdi emprego, casamento, porque não aceitavam a minha cor, mas estou aqui para conhecer mais da nossa origem, não podemos baixar a cabeça”.
Agenda – Na oportunidade, o coordenador do Centro de Referência, Walmir França, anunciou a próxima atividade no equipamento social, que acontecerá no dia 24 deste mês, com uma discussão sobre João Candido, da Revolta da Chibata. A programação completa do Novembro Negro pode ser conferida AQUI.
Autor de livros como Climatologia corporal, Boi Multicor e Negritude: do espelho quebrado à identidade autêntica, Jorge falou dos problemas causados pela alimentação inadequada após a colonização. “Os índios, os afrodescendentes, deixaram muito de suas raízes nutricionais, adquirindo hábitos prejudiciais à saúde, que comprometem órgãos vitais, a exemplo da ingestão do açúcar branco”, explicou, lembrando, ainda, que “o racismo não afeta só a saúde, mas as relações econômicas, sociais e políticas”.
Para Diulice Vitório, da Associação Cultural Manuel Faustino, a atividade foi enriquecedora. “Tive a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre os malefícios do racismo na saúde, o que ajuda abrir a mente e gerar consciência, inclusive na mudança de hábitos alimentares”, disse. Quem também prestigiou a atividade foi o pastor capelão Raimundo Nonato, que compartilhou as suas experiências. “Sofri muita discriminação racial, perdi emprego, casamento, porque não aceitavam a minha cor, mas estou aqui para conhecer mais da nossa origem, não podemos baixar a cabeça”.
Agenda – Na oportunidade, o coordenador do Centro de Referência, Walmir França, anunciou a próxima atividade no equipamento social, que acontecerá no dia 24 deste mês, com uma discussão sobre João Candido, da Revolta da Chibata. A programação completa do Novembro Negro pode ser conferida AQUI.