Camaçari conhece Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa e discute violência contra a juventude

03/09/2015

c

Entidades da sociedade civil organizada, militantes do movimento negro, servidores públicos, estudantes e população camaçariense em geral conheceram as ações da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, que foi apresentada nesta terça-feira (26), durante a Semana de Combate ao Racismo Institucional, organizada pela prefeitura local. As atividades, que prosseguem até o próximo sábado (30), contam com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).

O coordenador de Promoção da Igualdade Racial da Sepromi, Sérgio São Bernardo, destacou que a iniciativa de reunir as entidades da Rede em Camaçari faz parte das estratégias de descentralização do trabalho do colegiado. “A Rede é uma conquista do movimento social, fruto de uma reivindicação histórica. Tudo no esforço para que espaços fossem ocupados dentro das estruturas de governo, criando alternativas institucionais para combater as situações de racismo e enfrentar a violência”, disse, citando o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa como instrumento balizador para as políticas punitivas nos casos relacionados.

Cerca de doze organizações do poder público e da sociedade civil integrantes do Fórum estiveram presentes, quando puderam divulgar suas ações nas áreas ligadas às questões étnico-raciais. O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) também foi representado no evento, através da socióloga Carmen Félix, que considerou a instituição do órgão, em 1987, como outra relevante conquista no conjunto dos mecanismos de defesa do segmento. “Foi pensado e construído pelo movimento negro, professores, blocos afro, povos de terreiro, sindicatos, dentre outros”, explicou.

Juventude – Bastante prestigiado pela juventude do município, o evento contou, ainda, com uma mesa temática sobre a violência contra a juventude negra. O coordenador de Promoção da Igualdade Racial de Camaçari, João Borges, falou dos debates realizados e as articulações institucionais para fazer frente ao problema, externando a preocupação do organismo governamental com relação à mortalidade juvenil.

Também estava na composição da mesa o coordenador do Plano Juventude Viva na Bahia, Cristiano Lima, informando que as políticas de enfrentamento às vulnerabilidades da população jovem negra estão entre as prioridades da Sepromi, na atual construção do seu Plano Pluri-Anual (PPA). As discussões tiveram, ainda, a participação do coordenador do Centro de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, Walmir França, além do coordenador das Políticas de Juventude de Camaçari, Raul Tavares, representações da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), movimento estudantil, bem como dos municípios de Lauro de Freitas e Serrinha.