31/08/2016
O projeto “Mulher com a Palavra”, realizado pelo Governo do Estado, lotou o Teatro Castro Alves (TCA), nesta terça-feira (30), em Salvador, com o objetivo de provocar reflexões sobre o empoderamento feminino na cultura e nas artes. A convidada foi a cantora, compositora e escritora Zélia Duncan, que falou sobre sua trajetória, papeis sociais, possibilidades e desafios colocados no enfrentamento ao sexismo histórico e às discriminações. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial participou da atividade, destacando a importância da iniciativa para a discussão sobre a equidade de gênero e de raça.
Executado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Maré Produções, o projeto reuniu estudantes, mulheres negras, jovens, militantes de diversos setores sociais e representações de órgãos e secretarias estaduais. “Esta é, sem dúvidas, uma forma de fazer feminismo ‘para além do feminismo orgânico’. Entendemos que a arte tem uma função política”, afirmou a titular da SPM, Olívia Santana, destacando as edições anteriores do evento, que tiveram como convidadas a cantora Elza Soares, além da filósofa e escritora Márcia Tiburi.
Fazendo um resumo da vida pessoal, das escolhas e profissionalização artística, Zélia enfatizou a necessidade de construção de uma sociedade que preserve os direitos das mulheres e a igualdade de oportunidades. A mobilização, segundo ela, é fundamental nesse processo. “Nós, mulheres, precisamos nos unir cada vez mais. É importante salientar, inclusive, que a luta não é contra os homens. Nosso inimigo é o machismo”, defendeu a artista, enfatizando as contribuições do feminismo negro para o Brasil.
Para a secretária da Sepromi, Fabya Reis, o projeto tem colaborado com os debates sobre as lutas de mulheres que atuam em diversos setores da sociedade, com seus desafios comuns de enfrentar, todos os dias, a desigualdade racial e de gênero “ainda enraizadas na construção das relações sociais em nosso país”. Segundo a gestora este fenômeno é refletido no cerceamento de oportunidades nos diferentes campos, situação que precisa ser enfrentada através da formação de opinião, bem como na proposição de políticas públicas.
O projeto, que nesta edição teve o debate mediado pela jornalista Maíra Azevedo, a conta com o patrocínio da Bahiagás e apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), através da Fundação Cultural do Estado da Bahia e TCA, e do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, por meio da TVE e da Rádio Educadora FM.
Parceria - Na abertura da atividade a SPM oficializou o lançamento do projeto Caravana Cravos e Rosas na Paz, desenvolvido pelo Governo do Estado, em parceria com o Instituto Avon, Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), que visa prevenir e enfrentar a violência de gênero na Bahia, por meio de ações educativas e culturais, incluindo cidades que apresentam elevados índices de violência contra a mulher. O projeto será iniciado nesta quarta-feira (31), no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Executado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Maré Produções, o projeto reuniu estudantes, mulheres negras, jovens, militantes de diversos setores sociais e representações de órgãos e secretarias estaduais. “Esta é, sem dúvidas, uma forma de fazer feminismo ‘para além do feminismo orgânico’. Entendemos que a arte tem uma função política”, afirmou a titular da SPM, Olívia Santana, destacando as edições anteriores do evento, que tiveram como convidadas a cantora Elza Soares, além da filósofa e escritora Márcia Tiburi.
Fazendo um resumo da vida pessoal, das escolhas e profissionalização artística, Zélia enfatizou a necessidade de construção de uma sociedade que preserve os direitos das mulheres e a igualdade de oportunidades. A mobilização, segundo ela, é fundamental nesse processo. “Nós, mulheres, precisamos nos unir cada vez mais. É importante salientar, inclusive, que a luta não é contra os homens. Nosso inimigo é o machismo”, defendeu a artista, enfatizando as contribuições do feminismo negro para o Brasil.
Para a secretária da Sepromi, Fabya Reis, o projeto tem colaborado com os debates sobre as lutas de mulheres que atuam em diversos setores da sociedade, com seus desafios comuns de enfrentar, todos os dias, a desigualdade racial e de gênero “ainda enraizadas na construção das relações sociais em nosso país”. Segundo a gestora este fenômeno é refletido no cerceamento de oportunidades nos diferentes campos, situação que precisa ser enfrentada através da formação de opinião, bem como na proposição de políticas públicas.
O projeto, que nesta edição teve o debate mediado pela jornalista Maíra Azevedo, a conta com o patrocínio da Bahiagás e apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), através da Fundação Cultural do Estado da Bahia e TCA, e do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, por meio da TVE e da Rádio Educadora FM.
Parceria - Na abertura da atividade a SPM oficializou o lançamento do projeto Caravana Cravos e Rosas na Paz, desenvolvido pelo Governo do Estado, em parceria com o Instituto Avon, Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), que visa prevenir e enfrentar a violência de gênero na Bahia, por meio de ações educativas e culturais, incluindo cidades que apresentam elevados índices de violência contra a mulher. O projeto será iniciado nesta quarta-feira (31), no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).