CDCN realiza reunião ordinária e apoiará projeto alusivo a Jônatas Conceição

03/10/2019
O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) realizou nesta quinta-feira (3), em Salvador, mais uma reunião ordinária entre representações da sociedade civil e de órgãos governamentais. O encontro, dirigido pela presidenta e secretária da Sepromi, Fabya Reis, debateu mudanças que implicam no funcionamento do colegiado, além de diretrizes para o processo eleitoral previsto e participação do conselho em projetos e ações relacionadas às questões raciais.

Uma das principais deliberações foi o apoio ao projeto de preservação da memória do educador e militante do movimento negro, Jônatas Conceição, falecido em 2009. O acervo, que deverá ficar sediado no CDCN, é formado por uma sperie de arquivos em áudio, imagens, documentos e escritos acumulados ao longo da trajetória de Conceição. A proposta, apresentada pela ativista e professora Ana Célia Silva, ainda pleiteia recursos e outros apoios para a sua concretização.

Durante a reunião foram aprovadas, ainda, mudanças no cronograma de reuniões, visando melhor otimização das pautas e participação de conselheiro(a)s. Além disso, o colegiado apreciou a proposta de edital para o novo processo eleitoral, que deve acontecer nos próximos meses sob coordenação de uma comissão composta pelos conselheiro(a)s Antônio Carlos Conceição (Tonho Matéria), Irecema Neves, Clerisvaldo Paixão e Ademir Santos. Serão definidas representações de blocos afro, juventude, religiões de matriz africana, mulheres negras, além de indicações da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB) e de representações dos sociólogos e antropólogos.

Também ocorreram outros informes, a exemplo da programação do Festival Virada Sustentável, que prevê realização de atividades na sede do CDCN, bem como o conjunto de atividades no Novembro Negro.

Mais sobre Jônatas Conceição - Formado em Letras Vernáculas com Francês e doutor em Linguística pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Jônatas Conceição também foi diretor do Bloco Ilê Aiyê e membro do Movimento Negro Unificado (MNU). Atuou como radialista na Rádio Educadora FM (Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia - Irdeb) e compôs o conselho editorial da Revista Outros Sertões. No campo acadêmico também foi professor de literatura da UNEB, deixando diversas marcas e legados na trajetória da militância política e na esfera da educação.