Sepromi participa de homenagem ao fundador do terreiro Pilão de Prata

25/09/2015

A sessão especial pelos 55 anos do terreiro Pilão de Prata e 70 anos de iniciação de seu fundador, Pai Air de Oxanguiã, nesta sexta-feira (25), na Assembleia Legislativa, foi marcada por reconhecimento, emoção e agradecimento. Presente na atividade, representando o governador Rui Costa, a secretária de Promoção da Igualdade Racial, Vera Lúcia Barbosa, destacou as contribuições da comunidade negra para sociedade. "Momentos como este são necessários para que ninguém esqueça ou duvide do papel que o povo de matriz africana desenvolveu ao longo da história", afirmou.

Proponente da sessão, o deputado estadual Bira Corôa, que também preside a Comissão Especial de Promoção da Igualdade (Cepi), falou da resistência dos adeptos do candomblé, “que ainda enfrentam processos de discriminação e intolerância”. Para o parlamentar, o terreiro é referência, "por ter ações propositivas", bem como seu sacerdote, "que dedicou a vida por uma sociedade mais justa e igualitária, com direito à convivência harmônica entre povos de diferentes credos e crenças".

Em sua saudação, Pai Air agradeceu aos seus ancestrais e entoou cânticos de sua religiosidade, momento que teve participação de diversos membros de religiões de matriz africana. Ele também recebeu outras congratulações, feitas por Taata Anselmo, do terreiro Mokambo; Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen); vereador de Inhambupe, Pai Welson;  e pela diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI/Secult), Arany Santana.

Falaram ainda Pai Anderson, filho religioso do homenageado e que fez questão de demarcar o candomblé como espaço de empoderamento do povo negro; Ogan Antonio Luis, do terreiro Casa Branca, Mãe Helenice, do terreiro Ilê Axé Omim J'Oba; e major Paulo Peixoto, da PM.

Sobre o terreiro

O Ilê Odô Ogê  foi fundado em 1961 pelo babalorixá Air José Bámgbósé, o qual representa a quarta geração da dinastia religiosa iniciada pelo babalaô Bámgbósé Obítikó, sacerdote de Xangô e membro do reino de Oyó, que chegou em Salvador na década de 30 e tornou-se personalidade central na fundamentação litúrgica do candomblé ketu no Brasil.

Com informações da ALBA/Sepromi