21/06/2016
O combate ao racismo ambiental, incluindo acesso à água e ao saneamento básico, assim como garantia dos territórios de povos e comunidades tradicionais, foram algumas das pautas em discussão nesta terça-feira (21), na mesa temática “Etnodesenvolvimento e Meio Ambiente”. A atividade foi realizada no Espaço Crescer, da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, como parte das agendas da Década Estadual Afrodescendente. Participaram do encontro servidores públicos das mais diversas áreas.
Segundo o coordenador da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Antônio Cosme Lima, o evento teve como objetivo obter contribuições para o planejamento estratégico do decênio, dentro das iniciativas do Governo da Bahia pelo enfrentamento ao racismo institucional e pela garantia dos direitos da população negra. “Não adianta termos marcos legais se não dialogarmos com os gestores, buscando a efetivação das ações voltadas ao segmento, com foco nos eixos do reconhecimento, da justiça e do desenvolvimento, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas”, disse.
Também já foram organizadas outras atividades semelhantes, por meio do grupo de trabalho da Década Estadual Afrodescendente, a exemplo da mesa temática “Educação para o enfrentamento ao racismo”, uma roda de diálogo com a sociedade civil e um seminário sobre racismo institucional. Está previsto, ainda, audiência pública e outros encontros com foco no direito à cultura, esporte e lazer; mulheres negras e empreendedorismo; saúde e segurança alimentar; e juventude, segurança e justiça. As sugestões podem ser enviadas, ainda, através de formulário, que estará disponível no www.sepromi.ba.gov.br.
Na abertura da mesa, o secretário Álvaro Gomes (Setre) destacou a importância da atuação conjunta para construção de “uma sociedade mais justa e igualitária, que respeite às diferenças e possa conviver de forma pacífica”. Uma das palestrantes, a doutoranda em etnodesenvolvimento e meio ambiente pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Sueli Conceição, abordou a necessidade de preservação da identidade cultural no processo de modernização. Segundo ela, para a elaboração de ações específicas, é preciso se atentar às particularidades de cada segmento, citando como exemplo os povos de terreiro, que possuem nações e características variadas.
Contribuições
Entre as contribuições para o plano, Sueli apontou a formação de gestores e a compreensão, pelos mesmos, de que a sustentabilidade ambiental dos povos e comunidades tradicionais tem “relação direta com respeito a direitos e territórios”, além de monitoramento e avaliação das políticas públicas. Ela também compartilhou a experiência do projeto Rede de Hortos para Beneficiamento de Plantas Medicinais e Litúrgicas (RHOL), cujo objetivo é preservar as ervas utilizadas em terreiros de candomblé e promover a geração de emprego e renda às comunidades com aproveitamento, inclusive, de óleo para produção de sabonetes. A proposta da Organização Filhos do Mundo (Feme) foi contemplada por edital da Setre, que distribuiu R$ 7,6 milhões em apoio a espaços socioculturais de matriz africana. O evento também contou com a participação do representante do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Júlio Soares, que reiterou o envolvimento da sociedade civil nas câmaras temáticas e comitês do órgão. A mesa foi mediada por Gabriele Vieira, da Assessoria de Planejamento e Gestão da Sepromi.
O GT da Década
Além da Sepromi, que coordena os trabalhos, fazem parte do grupo as Secretarias da Administração (Saeb), da Educação (SEC), do Planejamento (Seplan), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), do Turismo (Setur), da Segurança Pública (SSP), de Políticas para as Mulheres (SPM), da Cultura (Secult) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Integram também Casa Civil e Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN).
Segundo o coordenador da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Antônio Cosme Lima, o evento teve como objetivo obter contribuições para o planejamento estratégico do decênio, dentro das iniciativas do Governo da Bahia pelo enfrentamento ao racismo institucional e pela garantia dos direitos da população negra. “Não adianta termos marcos legais se não dialogarmos com os gestores, buscando a efetivação das ações voltadas ao segmento, com foco nos eixos do reconhecimento, da justiça e do desenvolvimento, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas”, disse.
Também já foram organizadas outras atividades semelhantes, por meio do grupo de trabalho da Década Estadual Afrodescendente, a exemplo da mesa temática “Educação para o enfrentamento ao racismo”, uma roda de diálogo com a sociedade civil e um seminário sobre racismo institucional. Está previsto, ainda, audiência pública e outros encontros com foco no direito à cultura, esporte e lazer; mulheres negras e empreendedorismo; saúde e segurança alimentar; e juventude, segurança e justiça. As sugestões podem ser enviadas, ainda, através de formulário, que estará disponível no www.sepromi.ba.gov.br.
Na abertura da mesa, o secretário Álvaro Gomes (Setre) destacou a importância da atuação conjunta para construção de “uma sociedade mais justa e igualitária, que respeite às diferenças e possa conviver de forma pacífica”. Uma das palestrantes, a doutoranda em etnodesenvolvimento e meio ambiente pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Sueli Conceição, abordou a necessidade de preservação da identidade cultural no processo de modernização. Segundo ela, para a elaboração de ações específicas, é preciso se atentar às particularidades de cada segmento, citando como exemplo os povos de terreiro, que possuem nações e características variadas.
Contribuições
Entre as contribuições para o plano, Sueli apontou a formação de gestores e a compreensão, pelos mesmos, de que a sustentabilidade ambiental dos povos e comunidades tradicionais tem “relação direta com respeito a direitos e territórios”, além de monitoramento e avaliação das políticas públicas. Ela também compartilhou a experiência do projeto Rede de Hortos para Beneficiamento de Plantas Medicinais e Litúrgicas (RHOL), cujo objetivo é preservar as ervas utilizadas em terreiros de candomblé e promover a geração de emprego e renda às comunidades com aproveitamento, inclusive, de óleo para produção de sabonetes. A proposta da Organização Filhos do Mundo (Feme) foi contemplada por edital da Setre, que distribuiu R$ 7,6 milhões em apoio a espaços socioculturais de matriz africana. O evento também contou com a participação do representante do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Júlio Soares, que reiterou o envolvimento da sociedade civil nas câmaras temáticas e comitês do órgão. A mesa foi mediada por Gabriele Vieira, da Assessoria de Planejamento e Gestão da Sepromi.
O GT da Década
Além da Sepromi, que coordena os trabalhos, fazem parte do grupo as Secretarias da Administração (Saeb), da Educação (SEC), do Planejamento (Seplan), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), do Turismo (Setur), da Segurança Pública (SSP), de Políticas para as Mulheres (SPM), da Cultura (Secult) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Integram também Casa Civil e Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN).