20/11/2016
A chuva não foi empecilho para a população negra que resiste, historicamente, ir às ruas da capital baiana neste domingo (20), Dia da Consciência Negra, apresentar suas demandas e fortalecer a luta pela promoção da igualdade racial e pelo combate ao racismo. As atividades começaram logo cedo, na Praça da Sé, com a lavagem da estátua de Zumbi, organizada pela União de Negros pela Igualdade (Unegro) e um conjunto de organizações parceiras.
A secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, acompanhou as mobilizações da sociedade civil, destacando a importância do momento para “reafirmação das conquistas e da luta pela garantia de direitos, além de resgatar a história dos movimentos pela República democrática e pelo fim da escravidão, valorizando os heróis e heroínas negras, além dos nossos povos e comunidades tradicionais”, disse a titular da pasta.
Na parte da tarde, ativistas, acadêmicos e autoridades participaram das tradicionais Caminhada da Liberdade e Marcha da Consciência Negra Zumbi dos Palmares, realizadas, respectivamente, pelo Fórum de Entidades Negras e pela Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen). A primeira, em sua 16º edição, partiu do Curuzu, na Liberdade, ao som dos tambores de blocos afros de Salvador.
“Mais um ano reverenciando Zumbi, só que incorporando a Década Afrodescendente, com foco na juventude, tradição, tecnologia e perspectivas”, falou um dos representantes do Fórum, Jorge Santos. O presidente do Ilê Aiyê e integrante da organização, o Vovô, também fez menção à liderança do Quilombo dos Palmares, símbolo da resistência dos negros escravizados no país. “Damos continuidade a sua luta pela liberdade, igualdade e respeito”.
Já a 37ª Marcha da Consciência Negra teve como tema “Malês: uma outra revolta na Década Internacional Afrodescendente 2015-2024”, saindo do Largo do Campo Grande em direção ao Pelourinho. Os participantes pararam na Praça da Piedade para saudar os heróis da Revolta dos Búzios, Manuel Faustino, Lucas Dantas, João de Deus e Luiz Gonzaga, que ali foram enforcados por liderar o movimento popular pela liberdade da população negra, em 1798.
“O 20 de novembro é dia de luta, reivindicação, celebrar a resistência do povo negro”, afirmou Gilberto Leal, da Conen. Ainda neste domingo, a equipe da Sepromi visitou o terreiro do Gantois, um dos mais tradicionais na capital baiana, dialogando sobre combate à intolerância religiosa com Mãe Carmem e comunidade local. Às 19h, encerrando a programação do dia, uma atividade cultural no Terreiro de Jesus, coordenada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN) e outras entidades da Convergência Negra, agregará o público das caminhadas.
Também participaram das atividades os secretários estaduais Álvaro Gomes (Trabalho, Emprego, Renda e Esporte), Olívia Santana (Políticas para as Mulheres) e Geraldo Reis (Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social), o dirigente do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Flávio Gonçalves, parlamentares, entre outras representações do poder público e sociedade civil. A agenda completa do Novembro Negro na Bahia pode ser conferida AQUI.
O 20 de novembro
Foi instituído como o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”, a ser lembrado, anualmente, em virtude de tratar-se da data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. A medida tem como base legal a Lei Federal 12.519, sancionada em novembro de 2011, pela então presidenta da República, Dilma Rousseff, em atendimento à demanda histórica do movimento negro no Brasil, que elegeu Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no país. Zumbi liderou o Quilombo dos Palmares (União dos Palmares, Alagoas), comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas no Brasil Colonial. O quilombo também foi palco da luta pela liberdade de culto religioso e prática da cultura africana.
A secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, acompanhou as mobilizações da sociedade civil, destacando a importância do momento para “reafirmação das conquistas e da luta pela garantia de direitos, além de resgatar a história dos movimentos pela República democrática e pelo fim da escravidão, valorizando os heróis e heroínas negras, além dos nossos povos e comunidades tradicionais”, disse a titular da pasta.
Na parte da tarde, ativistas, acadêmicos e autoridades participaram das tradicionais Caminhada da Liberdade e Marcha da Consciência Negra Zumbi dos Palmares, realizadas, respectivamente, pelo Fórum de Entidades Negras e pela Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen). A primeira, em sua 16º edição, partiu do Curuzu, na Liberdade, ao som dos tambores de blocos afros de Salvador.
“Mais um ano reverenciando Zumbi, só que incorporando a Década Afrodescendente, com foco na juventude, tradição, tecnologia e perspectivas”, falou um dos representantes do Fórum, Jorge Santos. O presidente do Ilê Aiyê e integrante da organização, o Vovô, também fez menção à liderança do Quilombo dos Palmares, símbolo da resistência dos negros escravizados no país. “Damos continuidade a sua luta pela liberdade, igualdade e respeito”.
Já a 37ª Marcha da Consciência Negra teve como tema “Malês: uma outra revolta na Década Internacional Afrodescendente 2015-2024”, saindo do Largo do Campo Grande em direção ao Pelourinho. Os participantes pararam na Praça da Piedade para saudar os heróis da Revolta dos Búzios, Manuel Faustino, Lucas Dantas, João de Deus e Luiz Gonzaga, que ali foram enforcados por liderar o movimento popular pela liberdade da população negra, em 1798.
“O 20 de novembro é dia de luta, reivindicação, celebrar a resistência do povo negro”, afirmou Gilberto Leal, da Conen. Ainda neste domingo, a equipe da Sepromi visitou o terreiro do Gantois, um dos mais tradicionais na capital baiana, dialogando sobre combate à intolerância religiosa com Mãe Carmem e comunidade local. Às 19h, encerrando a programação do dia, uma atividade cultural no Terreiro de Jesus, coordenada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN) e outras entidades da Convergência Negra, agregará o público das caminhadas.
Também participaram das atividades os secretários estaduais Álvaro Gomes (Trabalho, Emprego, Renda e Esporte), Olívia Santana (Políticas para as Mulheres) e Geraldo Reis (Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social), o dirigente do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Flávio Gonçalves, parlamentares, entre outras representações do poder público e sociedade civil. A agenda completa do Novembro Negro na Bahia pode ser conferida AQUI.
O 20 de novembro
Foi instituído como o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”, a ser lembrado, anualmente, em virtude de tratar-se da data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. A medida tem como base legal a Lei Federal 12.519, sancionada em novembro de 2011, pela então presidenta da República, Dilma Rousseff, em atendimento à demanda histórica do movimento negro no Brasil, que elegeu Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no país. Zumbi liderou o Quilombo dos Palmares (União dos Palmares, Alagoas), comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas no Brasil Colonial. O quilombo também foi palco da luta pela liberdade de culto religioso e prática da cultura africana.