Dia da Baiana de Acarajé é marcado por programação diversificada

25/11/2016
Uma missa na Igreja do Rosário dos Pretos, no bairro do Pelourinho, na manhã desta sexta-feira (25), iniciou as comemorações pelo Dia da Baiana de Acarajé, integrando a programação do Novembro Negro, mês emblemático da luta antirracista. A cerimônia religiosa também marcou o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, com a participação das secretárias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, e de Políticas para as Mulheres (SPM), Olívia Santana, entre outras autoridades e representações do movimento negro e de mulheres.

“A data é uma oportunidade para reconhecer e valorizar a contribuição das mulheres negras na construção do nosso patrimônio material e imaterial, inclusive na área do empreendedorisno, pois, através do seu protagonismo e das suas habilidades na produção e venda de quitutes e outras mercadorias, compravam as cartas de alforria dos escravizados”, disse a titular da Sepromi, Fabya Reis. Também falou da importância de buscar estratégias para a ampliação das políticas públicas e garantia de direitos do segmento.

A presidente da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (ABAM), Rita Santos, pediu respeito às tradições e aos antepassados “para preservação do ofício, que sustenta milhares de famílias no país, com a força das mulheres negras”, informando, ainda, que existem aproximadamente 3000 baianas de acarajé, apenas em Salvador.

O padre Lázaro Muniz compartilhou o sofrimento das pessoas que têm os seus direitos violados nesta área. “A cada dia alguém encontra uma forma sofisticada de discriminar a cor de pele, religião. Precisamos trabalhar juntos pela conscientização da sociedade e pela paz”. Também destacou as conquistas das mulheres negras e desafios na luta pela igualdade racial e respeito.

A secretária Olívia Santana falou da campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher na Bahia e da relação do machismo com o racismo. “É preciso coibir toda forma de violência”, afirmou, ressaltando o significado do ato na Igreja do Rosário dos Pretos, “construída com a força do povo negro que queria professar a sua fé, onde há a convivência pacífica entre as diferentes religiões", concluiu.

Também participaram da atividade João Carlos, presidente do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), e Cristiane Taquari, do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), vinculado à Secretaria de Cultura (Secult). A agenda completa do Novembro Negro está disponível no www.sepromi.ba.gov.br.