Flica abre programação oficial e conta com temática étnico-racial

25/10/2019
Música, dança, poesia e muitos livros. A abertura oficial da Festa Literária Internacional de Cachoeira 2019 (Flica), nesta sexta-feira (24), atraiu um público variado, do acadêmico ao aluno do ensino básico, do turista ao historiador. Esta é a nona edição do evento, que inaugurou a realização de aproximadamente 25 eventos literários em todo o estado.

Com a presença das secretárias da Cultura (Secult), Arany Santana, representando o governador Rui Costa, da Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, e de Políticas para as Mulheres (SPM), Julieta Palmeira, a mesa de abertura teve como tema ‘Cartografias do Brasil Contemporâneo’ com as autoras Lilia Moritz Schwarcz e Eliana Alves Cruz, mediadas pelo diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araujo.

A secretária Arany Santana avalia que a Flica serviu de inspiração para outros eventos literários. "A Flica foi extremamente inspiradora, em 2020 serão 25 eventos dessa natureza. A Bahia abraçou o caminho do fortalecimento da cidadania, da educação e da cultura. Então é nosso interesse continuar investindo, através do FazCultura, para realmente promover a cidadania da nossa juventude".

“É uma grande honra participarmos mais uma vez da Flica, trazendo conteúdos no campo da literatura negra, além de outras expressões culturais da nossa gente e serviços à população de Cachoeira e visitantes. O Governo do Estado, de forma integrada, demonstra sua determinação em levar adiante mais um projeto que inclui significativamente o povo negro baiano”, destacou a secretária da Sepromi, Fabya Reis.

Além de patrocinar o evento, o Governo do Estado mantém o espaço Educar para Transformar, na casa da Fundação Hansen. No local, um espaço de leitura foi montado pela Sepromi, além de uma ampla programação que contempla rodas de diálogo, apresentações culturais, divulgação de obras literárias e exibição de documentários. No primeiro dia o destaque foi o lançamento de livros das escritoras Cássia Valle, Ana Fátima Santos e Kalypsa Kardinaly, todos na área da literatura negra infantil.

A Flica conta, ainda, com a unidade móvel do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Nelson Mandela, reunindo serviços para o público participante, incluindo estudantes, educadores, pesquisadores, população geral e turistas.

Novidades
- Na programação geral da Flica, edição 2019, a novidade é o ingresso das temáticas LGBTQI+, da literatura de cordel e dos quadrinhos. Outro destaque é a inauguração de um espaço voltado para a juventude, o Geração Flica.


*Com informações da Secom-BA/ Repórter: Raul Rodrigues.