16/07/2020
O busto em homenagem à Mãe Gilda de Ogum, depredado na tarde de ontem no bairro de Itapuã, em Salvador, será restaurado com apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16) pela titular da pasta, Fabya Reis, que visitou o local e também informou o acompanhamento do caso pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela.
A yalorixá Jaciara Ribeiro, filha biológica e sucessora de mãe Gilda, ressaltou a importância da denúncia e do respeito à diversidade religiosa. “Passamos por um momento de muitas dificuldades por conta do isolamento social e, agora, essa tristeza da depredação. Não é só caso de vandalismo, mas um ato de intolerância religiosa”, disse Jaciara, ressaltando a presença do Estado na atenção ao episódio. “Esta ação é de grande importância no apoio e acompanhamento ao nosso caso”, pontuou.
“Fizemos questão de visitar este espaço, prestando nossa solidariedade e anunciando total apoio na restauração do monumento. Além disso, o caso será monitorado pelo Centro de Referência Nelson Mandela, que já está nas primeiras providências de produção de relatório e articulação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Não vamos deixar que além das dificuldades geradas pela pandemia, sejamos paralisados pelos crimes de ódio religioso. Seguimos na defesa da liberdade de crença, responsabilizações devidas e trabalho de conscientização da sociedade”, disse a secretária Fabya Reis.
Homenagem e marco simbólico - O busto foi implantado no ano de 2014 como um ato em desagravo à yalorixá Gildásia dos Santos (Mãe Gilda), liderança do terreiro Abassá de Ogum, que foi invadido e danificado por representantes de outra religião, levando a sacerdotisa a agravamentos em problemas de saúde. Ela veio a falecer em 21 de janeiro de 2000, data que virou referência de luta em todo o país e inspirou a criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
A yalorixá Jaciara Ribeiro, filha biológica e sucessora de mãe Gilda, ressaltou a importância da denúncia e do respeito à diversidade religiosa. “Passamos por um momento de muitas dificuldades por conta do isolamento social e, agora, essa tristeza da depredação. Não é só caso de vandalismo, mas um ato de intolerância religiosa”, disse Jaciara, ressaltando a presença do Estado na atenção ao episódio. “Esta ação é de grande importância no apoio e acompanhamento ao nosso caso”, pontuou.
“Fizemos questão de visitar este espaço, prestando nossa solidariedade e anunciando total apoio na restauração do monumento. Além disso, o caso será monitorado pelo Centro de Referência Nelson Mandela, que já está nas primeiras providências de produção de relatório e articulação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Não vamos deixar que além das dificuldades geradas pela pandemia, sejamos paralisados pelos crimes de ódio religioso. Seguimos na defesa da liberdade de crença, responsabilizações devidas e trabalho de conscientização da sociedade”, disse a secretária Fabya Reis.
Homenagem e marco simbólico - O busto foi implantado no ano de 2014 como um ato em desagravo à yalorixá Gildásia dos Santos (Mãe Gilda), liderança do terreiro Abassá de Ogum, que foi invadido e danificado por representantes de outra religião, levando a sacerdotisa a agravamentos em problemas de saúde. Ela veio a falecer em 21 de janeiro de 2000, data que virou referência de luta em todo o país e inspirou a criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.