Em ato de solidariedade aos povos de terreiros, pelos recentes casos de intolerância religiosa relacionados à Pedra de Xangô, representantes da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e do Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (Cebic) se reúnem, nesta quarta-feira (10), com membros de religiões de matriz africana. O encontro será realizado às 14h, no Ilê Axé Obá Babá Xeré, em Cajazeiras XI, com a participação da ialorixá Mãe Branca e do secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Raimundo Nascimento.
A Pedra de Xangô – monumento sagrado para adeptos de religiões de matriz africana e situado em Cajazeiras X – foi alvo, no início de novembro, de depósito de aproximadamente 200 quilos de sal, pichação e quebra de oferendas no seu entorno. Após denúncia desta atitude desrespeitosa, protocolada no Centro Nelson Mandela, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi) articulou uma série de reuniões entre poderes públicos municipal e estadual com esses povos e a comunidade local, para planejar ações de proteção ao espaço.
Este encontro resulta do trabalho deste grupo, assim como uma aula para estudantes da rede pública de ensino da região, promovida no início deste mês, no local. Entre as medidas acertadas, destacam-se o tombamento e registro especial da Pedra, pela Fundação Gregório de Matos (FGM) e Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), respectivamente. Também foram sugeridos rondas policiais, limpeza, iluminação e criação de um parque de proteção ambiental e de um fórum de acompanhamento das ações, que incluirá sociedade civil e governos estadual e municipal, não só para Pedra de Xangô, mas com a perspectiva de atuação em outros casos relacionados.
