Seminário Internacional reúne intelectuais para discutir herança africana

02/12/2015

“Esse seminário é um convite para que possamos estudar os nossos ancestrais intelectuais passados, presentes e futuros, tanto da ‘Mãe África’, como de sua diáspora”. Foi com essas palavras que o professor congolês Kabengele Munanga abriu, nesta terça-feira (1), na reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o I Seminário Internacional de Herança Intelectual Africana: outra dimensão histórico-cultural. Promovido pela Secretaria da Educação (SEC), com o apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o encontro segue até sexta-feira (4), simultaneamente, na reitoria da Ufba, no auditório da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) e na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris.

Como parte do Programa Educar para Transformar – um Pacto pela Educação, o evento tem como objetivo contribuir com a organização do trabalho pedagógico dos professores em torno dos temas de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, além de apresentar resultados dos trabalhos já desenvolvidos sobre herança cultural africana, incentivar mais pesquisas sobre a temática e permitir acessibilidade a conteúdos relativos à contribuição dos povos africanos.

O coordenador de Políticas da Educação Superior, Flávio Gonçalves, ressaltou que as civilizações africanas deram à humanidade contribuições indiscutíveis no campo da engenharia, medicina, astronomia, agricultura, artes. “Para discutir a forma de recuperar e tornar evidente o legado deste continente é que o seminário se constitui como uma forma de pensar estratégias para realçar os contornos de uma África histórica, com seu justo lugar na evolução do pensamento humano”, ressaltou. A Sepromi esteve representada no evento por Antônio Cosme, da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial.

Programação - Nos três dias serão discutidos diversos temas em mesas-redondas, rodas de conversa, palestras e exibição de produção cinematográfica de Moçambique. Além disso, serão apresentadas experiências exitosas da aplicação da Lei nº 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira em todas as escolas, públicas e particulares.

Fonte: SEC