07/06/2016
Ativistas, professores, estudantes e religiosos de matriz africana tiveram a oportunidade de obter informações sobre a Década Estadual Afrodescendente e contribuir com sugestões para a construção e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à população negra numa roda de diálogo. A atividade aconteceu nesta terça-feira (07), no Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, em Salvador.
"Esperamos dessa agenda, que compreende o período de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024, enquanto movimentos sociais, mais do que comemorações de datas simbólicas: políticas públicas efetivas que melhorem as condições de vida do povo negro na Bahia", disse Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen). Para ele, as organizações da sociedade civil precisam “se apropriar da temática e começar as discussões”.
Entre as sugestões apresentadas, durante o encontro, destacam-se estabelecimento de indicadores e datas para avaliação das ações, eventos com essa pauta e atenção para a saúde da população negra, empreendedorismo, educação e enfrentamento ao racismo, à intolerância religiosa e à violência contra o segmento. “Achei o diálogo interessante, mas precisamos pensar estratégias para que a informação dessa Década chegue às comunidades e todos contribuam”, disse a representante da Steve Biko, Carina Reis.
Plano da Década
Segundo o coordenador da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Antônio Cosme Lima, as contribuições serão sistematizadas em um plano estratégico com metas a serem alcançadas até o final do decênio. O objetivo é subsidiar ações para superação do racismo e das desigualdades sociais que atingem a população negra, historicamente excluída da sociedade, dentre outras iniciativas, com foco nos eixos do reconhecimento, da justiça e do desenvolvimento, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.
“Fizemos um calendário com mesas temáticas, seminário e audiência pública, que será realizada no segundo semestre. As atividades subsidiarão a elaboração do documento, visando mudanças estruturais na sociedade baiana no que tange as relações raciais”, informou Antônio Cosme Lima. As sugestões também podem ser enviadas por meio de formulário, que estará disponível no
www.sepromi.ba.gov.br.
“É uma possibilidade de construir o que falta para nós, negros, ampliando as oportunidades e a visibilidade do nosso povo”, disse Rose Mafalda, do bloco afro Ginga do Negro e conselheira estadual de desenvolvimento da comunidade negra sobre a Década Estadual Afrodescendente. O pernambucano Lepê Correia, que atua num projeto de educação para juventude negra, disse que levará as experiências da Bahia ao seu estado. Também propôs um encontro de negros do Norte-Nordeste para discutir a temática.
Participaram, ainda, da roda de diálogo representantes das Secretarias da Educação (SEC), da Segurança Pública (SSP) e do Planejamento (Seplan), além da Fundação Pedro Calmon (FPC). A mesa foi mediada por Gabriele Vieira, da Assessoria de Planejamento e Gestão da Sepromi.
O GT da Década
Além da Sepromi, que coordena os trabalhos, fazem parte do grupo as Secretarias da Administração (Saeb), da Educação (SEC), do Planejamento (Seplan), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), do Turismo (Setur), da Segurança Pública (SSP), de Políticas para as Mulheres (SPM), da Cultura (Secult) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
Integram, ainda, Casa Civil e Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN). O planejamento do grupo inclui, dentre outras atividades, audiência pública e mesas temáticas, como educação; etnodesenvolvimento e meio ambiente; direito à cultura, esporte e lazer; mulheres negras e empreendedorismo; saúde e segurança alimentar; juventude, segurança e justiça.
"Esperamos dessa agenda, que compreende o período de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024, enquanto movimentos sociais, mais do que comemorações de datas simbólicas: políticas públicas efetivas que melhorem as condições de vida do povo negro na Bahia", disse Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen). Para ele, as organizações da sociedade civil precisam “se apropriar da temática e começar as discussões”.
Entre as sugestões apresentadas, durante o encontro, destacam-se estabelecimento de indicadores e datas para avaliação das ações, eventos com essa pauta e atenção para a saúde da população negra, empreendedorismo, educação e enfrentamento ao racismo, à intolerância religiosa e à violência contra o segmento. “Achei o diálogo interessante, mas precisamos pensar estratégias para que a informação dessa Década chegue às comunidades e todos contribuam”, disse a representante da Steve Biko, Carina Reis.
Plano da Década
Segundo o coordenador da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Antônio Cosme Lima, as contribuições serão sistematizadas em um plano estratégico com metas a serem alcançadas até o final do decênio. O objetivo é subsidiar ações para superação do racismo e das desigualdades sociais que atingem a população negra, historicamente excluída da sociedade, dentre outras iniciativas, com foco nos eixos do reconhecimento, da justiça e do desenvolvimento, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.
“Fizemos um calendário com mesas temáticas, seminário e audiência pública, que será realizada no segundo semestre. As atividades subsidiarão a elaboração do documento, visando mudanças estruturais na sociedade baiana no que tange as relações raciais”, informou Antônio Cosme Lima. As sugestões também podem ser enviadas por meio de formulário, que estará disponível no
www.sepromi.ba.gov.br.
“É uma possibilidade de construir o que falta para nós, negros, ampliando as oportunidades e a visibilidade do nosso povo”, disse Rose Mafalda, do bloco afro Ginga do Negro e conselheira estadual de desenvolvimento da comunidade negra sobre a Década Estadual Afrodescendente. O pernambucano Lepê Correia, que atua num projeto de educação para juventude negra, disse que levará as experiências da Bahia ao seu estado. Também propôs um encontro de negros do Norte-Nordeste para discutir a temática.
Participaram, ainda, da roda de diálogo representantes das Secretarias da Educação (SEC), da Segurança Pública (SSP) e do Planejamento (Seplan), além da Fundação Pedro Calmon (FPC). A mesa foi mediada por Gabriele Vieira, da Assessoria de Planejamento e Gestão da Sepromi.
O GT da Década
Além da Sepromi, que coordena os trabalhos, fazem parte do grupo as Secretarias da Administração (Saeb), da Educação (SEC), do Planejamento (Seplan), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), do Turismo (Setur), da Segurança Pública (SSP), de Políticas para as Mulheres (SPM), da Cultura (Secult) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
Integram, ainda, Casa Civil e Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN). O planejamento do grupo inclui, dentre outras atividades, audiência pública e mesas temáticas, como educação; etnodesenvolvimento e meio ambiente; direito à cultura, esporte e lazer; mulheres negras e empreendedorismo; saúde e segurança alimentar; juventude, segurança e justiça.