16/10/2016
O terceiro dia da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) teve sua programação reforçada com mais lançamentos de livros promovidos pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Além da presença da literatura negra, o evento contou com inclusão produtiva de populações tradicionais e apresentação do grupo cultural “LindroAmor Axé”, formado por mulheres negras de São Sebastião do Passé. As ações fazem parte da Década Internacional Afrodescendente na Bahia.
Com uma roda de diálogo organizada no espaço Educar para Transformar, foram lançados os livros “Xangô e Thémis”, do advogado e militante do movimento negro Sérgio São Bernardo; “Equede - A mãe de todos”, da religiosa Gersonice Azevedo Brandão, a equede Sinha; e “Diáspora e ancestralidade” do historiador Fábio Lima. O momento contou com a participação da ebomi Nice de Oyá, liderança religiosa que integra a Irmandade da Boa Morte, sediada em Cachoeira.
A titular da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a literatura brasileira é enriquecida com as novas publicações, que tratam de temas ligados às questões étnico-raciais e enfrentamento à intolerância. “Nosso esforço tem o objetivo de ofertar a possibilidade de debates importantes. Desejamos que as pessoas, através da leitura destas obras, possam contribuir para que a sociedade avance no combate ao racismo e às discriminações. Publicações e espaços desta natureza, aqui na Flica, trazem a mensagem fundamental de valorização da diversidade”, enfatizou.
Cultura e inclusão produtiva - Outra atração do dia foi o grupo “LindroAmor Axé”, formado por mulheres negras de São Francisco do Conde, numa tradição que remete à prática dos cortejos realizados pela população escravizada, que saíam às ruas cantando e dançando com imagens, bandeiras e adornos para conseguir esmolas ao santo homenageado. O LindroAmor atravessou séculos e hoje é uma das expressões culturais mais importantes e representativas do gênero no Brasil.
Para a Flica deste ano a Sepromi e a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) também articularam a Feira de Economia Solidária com empreendedores sociais de Cachoeira e entorno. Foram instaladas tendas de comercialização de artesanato, moda afro, da culinária típica da região, dentre outros produtos de comunidades quilombolas e de terreiros, ação que conta com recursos apontados pelo Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
“Fizemos questão de agregar um ambiente cultural à Flica, com as manifestações artísticas e saberes populares que atravessam séculos, também incluindo a produção das populações tradicionais da região. Nada mais justo que trazer esse conjunto de elementos à Cachoeira, que é referência de cultura e resistência negra para o Brasil”, destacou a secretária da Sepromi, em visita aos empreendimentos.
Afirmação da literatura negra – O sábado de Flica contou, ainda, com a presença da escritora Conceição Evaristo, uma das ativistas e intelectuais negras de maior expressão no Brasil. Ela participou da mesa "As águas dos contrassonetos e os olhos da vândala insubmissão", com o escritor Alex Simões, sob mediação da escritora Lívia Natália.
A última mesa do dia foi batizada de “Cidades Atlânticas”, sendo formada pelo antropólogo e professor congolês Cabemgele Munanga, além da escritora e também antropóloga Goli Guerreiro, desta vez com mediação de Zulu Araújo. Na sequência a titular da Sepromi prestigiou o projeto Violão e a Palavra, na Praça da Aclamação, que reuniu o escritor e secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, além do cantor e compositor Roberto Mendes.
Veja mais fotos acessando a fanpage da Sepromi AQUI.
Com uma roda de diálogo organizada no espaço Educar para Transformar, foram lançados os livros “Xangô e Thémis”, do advogado e militante do movimento negro Sérgio São Bernardo; “Equede - A mãe de todos”, da religiosa Gersonice Azevedo Brandão, a equede Sinha; e “Diáspora e ancestralidade” do historiador Fábio Lima. O momento contou com a participação da ebomi Nice de Oyá, liderança religiosa que integra a Irmandade da Boa Morte, sediada em Cachoeira.
A titular da Sepromi, Fabya Reis, afirmou que a literatura brasileira é enriquecida com as novas publicações, que tratam de temas ligados às questões étnico-raciais e enfrentamento à intolerância. “Nosso esforço tem o objetivo de ofertar a possibilidade de debates importantes. Desejamos que as pessoas, através da leitura destas obras, possam contribuir para que a sociedade avance no combate ao racismo e às discriminações. Publicações e espaços desta natureza, aqui na Flica, trazem a mensagem fundamental de valorização da diversidade”, enfatizou.
Cultura e inclusão produtiva - Outra atração do dia foi o grupo “LindroAmor Axé”, formado por mulheres negras de São Francisco do Conde, numa tradição que remete à prática dos cortejos realizados pela população escravizada, que saíam às ruas cantando e dançando com imagens, bandeiras e adornos para conseguir esmolas ao santo homenageado. O LindroAmor atravessou séculos e hoje é uma das expressões culturais mais importantes e representativas do gênero no Brasil.
Para a Flica deste ano a Sepromi e a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) também articularam a Feira de Economia Solidária com empreendedores sociais de Cachoeira e entorno. Foram instaladas tendas de comercialização de artesanato, moda afro, da culinária típica da região, dentre outros produtos de comunidades quilombolas e de terreiros, ação que conta com recursos apontados pelo Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
“Fizemos questão de agregar um ambiente cultural à Flica, com as manifestações artísticas e saberes populares que atravessam séculos, também incluindo a produção das populações tradicionais da região. Nada mais justo que trazer esse conjunto de elementos à Cachoeira, que é referência de cultura e resistência negra para o Brasil”, destacou a secretária da Sepromi, em visita aos empreendimentos.
Afirmação da literatura negra – O sábado de Flica contou, ainda, com a presença da escritora Conceição Evaristo, uma das ativistas e intelectuais negras de maior expressão no Brasil. Ela participou da mesa "As águas dos contrassonetos e os olhos da vândala insubmissão", com o escritor Alex Simões, sob mediação da escritora Lívia Natália.
A última mesa do dia foi batizada de “Cidades Atlânticas”, sendo formada pelo antropólogo e professor congolês Cabemgele Munanga, além da escritora e também antropóloga Goli Guerreiro, desta vez com mediação de Zulu Araújo. Na sequência a titular da Sepromi prestigiou o projeto Violão e a Palavra, na Praça da Aclamação, que reuniu o escritor e secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, além do cantor e compositor Roberto Mendes.
Veja mais fotos acessando a fanpage da Sepromi AQUI.