Didá e Commancheerê trazem protagonismo infantil ao Circuito Osmar

21/02/2024
O penúltimo dia da folia, nesta segunda-feira (12) trouxe um brilhantismo especial, protagonizado por crianças nos desfiles dos blocos afro Didá e Commancheerê, no circuito Osmar, Campo Grande.

Com um abre alas especial, a banda Didá, que desfilou pelo seu segundo e último dia no circuito Osmar, apresentou uma banda de percussão infantil, com meninas e meninos que integram a escola mirim. "As crianças são o nosso futuro. Nós as ensinamos para que possam ocupar espaços cada vez maiores. A Didá cuida, gera e multiplica. Elas estão aqui abrindo o nosso desfile e sendo felizes com a gente", celebrou Lucila Laura, percussionista e arte-educadora, que regeu a banda mirim.

Uma das crianças percussionistas foi Mirele Almeida, 10 anos, que fez sua estreia tocando no carnaval. Quem estava ao seu lado acompanhando este momento foi sua mãe, Maíra Almeida. "Eu já perdi a conta de quantas vezes chorei aqui. Presenciar isso aqui é emocionante demais”, disse.

Em seguida foi a vez do bloco Commancheerê - segmento infantil do Commanche do Pelô - levar as crianças para a avenida. O show foi conduzido pela cantora Vall Aquino, que animou foliões e foliãs mirins com sucessos infantis. No abre alas, um grupo de mascarados, fantasia histórica dos antigos carnavais, animaram o desfile.

Jorginho Comancheiro, fundador do bloco, destacou que o desfile deste ano é especial, pois a agremiação comemora os 10 anos de avenida. Ele apresentou os netos no desfile e falou que “os erês são o futuro do Commanche”. Jorginho destacou a importância “dos erês” para a continuidade das manifestações culturais e celebrou os 50 anos de aniversário do bloco.

Após grandes dificuldades financeiras para “botar o bloco na rua”, em 2024, o Commanches recebeu, por meio do edital Ouro Negro do Governo da Bahia, um total de R$ 200 mil para a celebração do aniversário.

Carnaval Ouro Negro 2024 - O Carnaval da Bahia é Ouro Negro. Em 2024, foram investidos R$15 milhões para proporcionar o apoio a mais de 170 grupos dos segmentos afro, afoxé, samba, reggae e de índio. Só no carnaval de Salvador são mais de 100 entidades que desfilam nos circuitos oficiais da folia. Entre as entidades contempladas estão grupos tradicionais como o Olodum, Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Muzenza e Cortejo Afro.  A Sepromi e a SecultBA amplia sua parceria com blocos tão importantes com o intuito de preservar a tradição destes na folia soteropolitana e nas suas comunidades de origem, valorizando as nossas matrizes africanas.