21/06/2023
Uma comitiva interinstitucional, liderada pelo Ministério dos Povos Indígenas, esteve no extremo sul da Bahia para visitar áreas de conflito na região. O objetivo foi ouvir as lideranças indígenas locais e buscar uma maior articulação entre a União, o Estado e os Municípios para enfrentar a questão.
“Juntos vamos tentar cessar essa violência e trazer tranquilidade aos territórios indígenas e preservar nossas lideranças”, disse a ministra Sonia Guajajara.
A comitiva passou por Porto Seguro, com um ato no Marco de Resistência do Povo Pataxó, e por duas aldeias do território Barra Velha e Comexatibá.
Participaram das agendas a secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia, Ângela Guimarães, a superintendente estadual de Políticas para os Povos Indígenas, Patrícia Pataxó, a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, a secretária de Gestão Ambiental e Territorial Indígena, Ceiça Pitaguary e o diretor de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas, Marcos Kaingang, e as representantes da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Aléssia Tuxá e Tatiana Câmara.
“As visitas foram um momento importante de escuta das demandas e apresentação do que já foi entregue nesses seis meses de gestão, especialmente as ações que foram anunciadas pelo governador Jerônimo Rodrigues durante o Acampamento Terra Livre, na semana passada, em Salvador”, destacou a titular da Sepromi.
Durante a visita, a ministra explicou sobre os encaminhamentos do gabinete de crise do povo Pataxó, instituído em janeiro e prorrogado até maio, liderado pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), para acompanhar a questão da violência na região, após a morte de dois indígenas da etnia Pataxó no fim de janeiro, na região de Itabela.
A ministra também transmitiu a mensagem de que apesar das dificuldades ainda enfrentadas, os povos indígenas têm angariado conquistas, que são resultado direto da luta em busca de maior autonomia e participação nos espaços de tomada de decisão.
“Foram 523 anos para ter uma presidenta indígena na Funai, 523 anos para ter o primeiro Ministério dos Povos Indígenas. Demorou muito tempo, mas mesmo assim, com a gente ocupando vários espaços, ainda somos muito subjugados por parceiros nossos, por gente que se diz aliado, que está junto, mas que não acredita na nossa capacidade”, concluiu a ministra.