Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia tem nova presidenta

27/04/2023
A secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães, assumiu a presidência do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia (CDCN), nesta quarta-feira (27). Durante reunião realizada na sede do órgão, no bairro do Pelourinho, em Salvador, o presidente do Instituto Mão Amiga, Ademir Santos, foi eleito vice-presidente do colegiado, representando o segmento religioso.

A nova presidenta destacou que o CDCN é resultado do acúmulo de experiências de gerações da luta antirracista. “É um conselho que tem uma marca muito forte na trilha de conquistas da população negra baiana, que abriu caminhos para a criação de um organismo gestor das políticas de igualdade racial. Vou trabalhar muito para honrar esse lugar, com a missão de assegurar e consolidar as conquistas já alcançadas e buscar novos avanços com a ajuda e impulso de cada um de vocês”, afirmou em seu discurso de posse.

Já o vice-presidente, Ademir Santos, lembrou sua trajetória no órgão e sua atuação no combate ao racismo. “Vamos seguir com o fortalecimento da interlocução entre o poder público e a sociedade civil, com o intuito de aprimorar e aprofundar o controle social das ações de igualdade racial”, ressaltou.

Além da posse dos novos dirigentes, a reunião do CDCN contou com a apresentação da nova equipe de gestores da Sepromi, bem como das principais ações em curso e que já fazem parte do planejamento estratégico da pasta. Também foi apresentado um balanço da atuação do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela.

CDCN – O órgão colegiado da Sepromi é formado por 21 conselheiros, sendo 6 do poder público e 15 da sociedade civil, com igual número de suplentes. Possui caráter consultivo e tem a por finalidade a promoção do desenvolvimento social, cultural, político e econômico da população negra mediante a análise, formulação, proposição, avaliação e acompanhamento de programas e políticas públicas de enfrentamento às desigualdades étnico-raciais.

A maior participação da sociedade civil é uma garantia de amplitude, autenticidade e foco nas reais demandas da população negra, com representações do movimento negro, de mulheres negras, juventude negra, quilombolas, marisqueiras e pescadores, de blocos afro, afoxés, capoeira, mídia negra, segmentos religiosos de irmandades católicas de homens negros e mulheres negras, do segmento evangélico e de matriz africana, população em situação de rua e LGBTQIA+. Já à representação governamental cabe o debate e análise das mesmas sob o prisma da viabilidade técnica e orçamentária. 

Ascom Sepromi