12/05/2022
O cantor, compositor e pesquisador Mateus Aleluia recebeu nesta quarta-feira (11) o título de “Doutor Honoris Causa”, concedido pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), durante solenidade no município de Cruz das Almas. Considerado uma das maiores potências da música negra brasileira, “Seu Mateus”, como também é chamado, integrou o grupo Tincoãs, destaque nacional entre as décadas de 60 e 80, trabalho que contribuiu expressivamente para a valorização e manutenção da herança cultural dos povos africanos no Brasil.
A sessão de outorga foi presidida pelo reitor Fábio Josué dos Santos, acompanhado do vice-reitor José Pereira Mascarenhas Bisneto e integrantes do Conselho Universitário (Consuni), dentre eles o docente Danilo Barata, conselheiro responsável pela indicação da honraria.
Presente à solenidade, a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, destacou a importância da carreira de Mateus Aleluia para a pesquisa, difusão do conhecimento sobre África e valorização dos seus legados através da música. “Esta é uma justa homenagem e reconhecimento a um grande artista, intelectual e educador que tem valiosos feitos na literatura e na música. Contribuiu muito para o fortalecimento dos laços entre Brasil e África, além da manutenção da cultura afro-brasileira. Sua trajetória nos inspira, fortalece a luta negra, é sinônimo de resistência”, pontuou.
Também estiveram presentes na sessão uma série de pró-reitores, docentes, discentes, coletivos, pesquisadores, segmentos culturais, religiosos de matriz africana e representações de diversas instituições.
Mais sobre Mateus Aleluia
Nascido em 1943, no município de Cachoeira, Recôncavo baiano, Mateus Aleluia é cantor, compositor e pesquisador da ancestralidade musical pan-africana do Brasil e foi protagonista no grupo Tincoãs, primeiro grupo vocal a expressar a herança cultural (musical e linguística) dos povos africanos. O Tincoãs foi destaque nacional entre os anos de 1960 e 1980.
Mateus Aleluia viveu duas décadas em Angola, a partir de 1983, onde foi contratado pela Secretaria de Cultura para realização de pesquisa antropológica e cultural junto a mestres e mestras da cultura dos povos africanos, compilando diversos saberes. Retornando ao Brasil, lançou os álbuns “Cinco Sentidos”, “Fogueira Doce” e “Olorum” que, junto com a obra dos Tincoãs, consubstanciam o legado pan-africano do Brasil.
O título “Doutor Honoris Causa”
O reconhecimento é conferido a personalidades eminentes, nacionais ou estrangeiras, destacadas pelo saber e/ou pela atuação em prol das ciências, das artes, da filosofia, das letras, das culturas, do desenvolvimento e entendimento dos povos, cuja contribuição seja ou tenha sido de alta relevância para o país ou humanidade.
Mateus Aleluia é a quinta personalidade de relevantes serviços prestados à sociedade que receberá a honraria, concedida pela UFRB. A proposta de homenagem partiu do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologia Aplicada (CECULT) e destacou como mérito a trajetória pessoal e profissional pela sua contribuição aos estudos e divulgação da cultura pan-africana na Bahia, no Brasil e, também, em países africanos e no mundo.
*Com informações do site Diamante Negro/Rapper e comunicador ErriVance
A sessão de outorga foi presidida pelo reitor Fábio Josué dos Santos, acompanhado do vice-reitor José Pereira Mascarenhas Bisneto e integrantes do Conselho Universitário (Consuni), dentre eles o docente Danilo Barata, conselheiro responsável pela indicação da honraria.
Presente à solenidade, a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, destacou a importância da carreira de Mateus Aleluia para a pesquisa, difusão do conhecimento sobre África e valorização dos seus legados através da música. “Esta é uma justa homenagem e reconhecimento a um grande artista, intelectual e educador que tem valiosos feitos na literatura e na música. Contribuiu muito para o fortalecimento dos laços entre Brasil e África, além da manutenção da cultura afro-brasileira. Sua trajetória nos inspira, fortalece a luta negra, é sinônimo de resistência”, pontuou.
Também estiveram presentes na sessão uma série de pró-reitores, docentes, discentes, coletivos, pesquisadores, segmentos culturais, religiosos de matriz africana e representações de diversas instituições.
Mais sobre Mateus Aleluia
Nascido em 1943, no município de Cachoeira, Recôncavo baiano, Mateus Aleluia é cantor, compositor e pesquisador da ancestralidade musical pan-africana do Brasil e foi protagonista no grupo Tincoãs, primeiro grupo vocal a expressar a herança cultural (musical e linguística) dos povos africanos. O Tincoãs foi destaque nacional entre os anos de 1960 e 1980.
Mateus Aleluia viveu duas décadas em Angola, a partir de 1983, onde foi contratado pela Secretaria de Cultura para realização de pesquisa antropológica e cultural junto a mestres e mestras da cultura dos povos africanos, compilando diversos saberes. Retornando ao Brasil, lançou os álbuns “Cinco Sentidos”, “Fogueira Doce” e “Olorum” que, junto com a obra dos Tincoãs, consubstanciam o legado pan-africano do Brasil.
O título “Doutor Honoris Causa”
O reconhecimento é conferido a personalidades eminentes, nacionais ou estrangeiras, destacadas pelo saber e/ou pela atuação em prol das ciências, das artes, da filosofia, das letras, das culturas, do desenvolvimento e entendimento dos povos, cuja contribuição seja ou tenha sido de alta relevância para o país ou humanidade.
Mateus Aleluia é a quinta personalidade de relevantes serviços prestados à sociedade que receberá a honraria, concedida pela UFRB. A proposta de homenagem partiu do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologia Aplicada (CECULT) e destacou como mérito a trajetória pessoal e profissional pela sua contribuição aos estudos e divulgação da cultura pan-africana na Bahia, no Brasil e, também, em países africanos e no mundo.
*Com informações do site Diamante Negro/Rapper e comunicador ErriVance