Bloco “A Mulherada” abre a primeira noite de desfiles do Ouro Negro no Circuito Osmar

21/02/2024
O desfile marcou abertura do carnaval da entidades carnavalescas selecionadas pelo Programa Carnaval Ouro Negro, no circuito Osmar (Campo Grande), nesta quinta-feira (8).

Conhecida como a "senhora da criação", o tema do bloco deste ano é "Sob o manto de Nanã: a origem da humanidade" e celebra os 23 anos de sua fundação, que nasceu no centro histórico de Salvador. O bloco só desfila nesta quinta-feira e saiu composto por oito alas: Abre Alas - com 40 Rainhas Afro; Alas das Baianas, da Diversidade - com 40 percussionistas junto à Orquestra de Xequerê Agbelas e de homenagens aos orixás Oxumarê, Ossain, Ewá, Nanã, Irôko), Ala de Baianas e foliões.

O bloco é produzido pelo Instituto A Mulherada, criado para atender mulheres em situação de vulnerabilidade na capital baiana e atua com ações de combate à violência contra a mulher e fortalecimento das pautas femininas. “Mantemos nosso compromisso contínuo com o fortalecimento do empoderamento de jovens, mulheres negras e pessoas LGBTQIA+", destaca Paula Érica Figueiredo, presidenta do Bloco.

Percussão feminina

Comandada pela Maestra Jaciara França, a percussão 100% feminina conduziu a musicalidade do desfile. Para ela, que faz parte do grupo desde a fundação, integrar "A Mulherada" representa "empoderamento, ancestralidade e conhecimento".

Ela conduz 40 percussionistas e destaca o papel da instituição para além das festas. “Nossa instituição é muito mais do que esse desfile na avenida, fazemos ação o ano todo para fortalecer a luta das mulheres”. Jaciara é maestra há cinco anos e destaca sua história no bloco: "Comecei no início, estudei, me aperfeiçoei e hoje estou aqui", celebra.

Carnaval Ouro Negro 2024 - O Carnaval da Bahia é Ouro Negro. Em 2024, foram investidos R$15 milhões para proporcionar o apoio a mais de 170 grupos dos segmentos afro, afoxé, samba, reggae e de índio. Só no carnaval de Salvador são mais de 100 entidades que desfilam nos circuitos oficiais da folia. Entre as entidades contempladas estão grupos tradicionais como o Olodum, Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Muzenza e Cortejo Afro.  A Sepromi e a SecultBA amplia sua parceria com blocos tão importantes com o intuito de preservar a tradição destes na folia soteropolitana e nas suas comunidades de origem, valorizando as nossas matrizes africanas.