Ao som dos blocos contemplados no Ouro Negro, SEPROMI atua na Lavagem de Itapuã e defende diversidade religiosa

21/02/2025
Foto Erlon Sousa
Foto por Erlon Sousa

 

No aniversário de 120 anos da Lavagem de Itapuã, um dos eventos tradicionais mais importantes de Salvador, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais esteve ao lado do público da festa dizendo não ao racismo. Neste dia 20 de fevereiro, por todo o Cortejo e nas intermediações da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, foi possível encontrar a equipe técnica do Centro de Referência Nelson Mandela promovendo ações de combate a este crime inafiançável.

Ao homenagear Iemanjá, o público pôde conectar a fé católica e as tradições das religiões de matrizes africanas a orientações acerca dos direitos raciais, tão caros à liberdade das manifestações religiosas. Ao som de cânticos e rezas, a cerimônia que historicamente reúne baianas com jarros na cabeça para lavar as escadarias da igreja, foi movimentada pela Secretaria para purificar não só o corpo e o espírito, mas a mente, diante da importante mensagem de que a cultura de santo e dos povos e comunidades tradicionais é um direito assistido por lei.

“ A lavagem de Itapuã não rima nem com racismo nem com intolerância religiosa. Estamos aqui para alertar, acolher, encaminhar registros aos devidos canais, e informar a todas as pessoas que podemos fazer as nossas celebrações com diversão e sem violência, sob a proteção de direitos humanos, ”, afirma Ângela Guimarães, secretária da SEPROMI.

Com rica programação cultural, este ano a festa contou com shows de artistas locais e nacionais, além de um desfile com os blocos afros, de afoxés, samba, reggae e indígenas, contemplados no Programa Ouro Negro 2025. O projeto realizado pelo Governo do Estado, por meio da SEPROMI e da SECULTBA,  se estende a ações continuadas em festas populares agregando mais pessoas a uma agenda de correção de injustiças e violências históricas causadas pelo racismo.

“Alguns dos blocos contemplados no Programa conhecem bem esse chão, palco de muitas resistências. Itapuã é um bairro histórico na luta da cultura afro-brasileira e este encontro é ideal para reafirmamos o pacto coletivo de diminuirmos o preconceito e a discriminação por causa de raça, etnia e/ou religião, através de políticas públicas materializadas pelo nosso Estado”, completa Secretaria.

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