A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, dos Povos e Comunidades Tradicionais - SEPROMI, capacitou em torno de 90 mobilizadores externos que atuam neste Carnaval combatendo o racismo e a intolerância religiosa. Na quarta-feira (26), os mobilizadores tiveram acesso a conteúdos estratégicos para proteger a população baiana das violências raciais.
Durante todo o carnaval, o folião encontra os mobilizadores(as) estimulando a cultura de paz, através da distribuição dos materiais da Campanha "Com Racismo Não Tem Folia” e atuando de forma eficaz para encaminhar corretamente o cidadão aos canais de denúncias em casos de violências e discriminações que ferem sua dignidade, etnia e/ou raça. Todas essas pessoas estarão nas ruas conscientes do que são práticas racistas, intolerantes e que desrespeitam o direito à liberdade religiosa, operativamente direcionando para os pontos fixos de denúncia quais a Secretaria está presente ao lado de toda uma rede intersetorial de promoção dos direitos humanos.
Com letramento racial e práticas que precisam ser incorporadas para que os atendimentos nas ruas sejam humanos e eficientes, os profissionais compreenderam a história dos povos negros e indígenas, a importância da reparação e, especialmente, de agir resguardando os seus direitos. O encontro contou com demonstrações de possíveis casos que os interlocutores podem lidar no grande festejo popular, assim como a apresentação de dados do Centro de Referência Nelson Mandela e um conjunto de ações preventivas e protetivas que salvaguardam os direitos das pessoas negras e indígenas, no que tange também o combate à intolerância religiosa.
Para fortalecer o atendimento integrado à essas populações mais desprotegidas na folia, o principal intuito é ter pessoas com o olhar humanizado, compreendendo o significado de impedir o agravo de qualquer situação de vulnerabilidade e risco social a que alguém seja submetido nos circuitos dos carnavais. “ Racismo é crime e precisamos combatê-lo. Estaremos nas ruas com nossos interlocutores desnaturalizando as práticas destes crimes, a partir de nossas ações educativas, mas, sobretudo, guiando o atendimento para o êxito da denúncia”, disse Aline Santos, coordenadora do Centro de Referência.