A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades esteve presente no desfile das entidades carnavalescas selecionadas pelo Programa, no circuito Osmar (Campo Grande), nesta quinta-feira (4)
Conhecidos como símbolo de resistência, cultura e ancestralidade, nações que trazem em seus trabalhos a herança africana se encontraram no circuito campo grande, na última noite de carnaval, terça-feira(04). Transbordando beleza e axé, os blocos Afoxé Filhos do Congo, Filhos de Gandhy, Muzenza e Ilê Ayiê, recontaram histórias importantes da trajetória do povo negro soteropolitano, meio as batidas inconfundíveis que cada uma das identidades das entidades carregam.
Envolvidas num movimento único de promover igualdade racial, as entidades referências no segmento incorporaram a alegria conectada à importância da educação dos foliões frente a trajetória do povo negro. Quem os viu passar, esteve envolto pela mistura e riqueza de ritmos, gêneros musicais, especialmente pela explosão estética e de arte presentes nas indumentárias e nas frentes de cada um dos blocos que abrilhantaram as ruas da cidade de forma única.
Para Nadinho do Congo, este é sempre um espaço que precisa ser aproveitado para que não seja possível ver morrer as culturas e as religiões de matrizes africanas. “É uma luta de muitos anos e as entidades precisam ser apoiadas para que haja transformação social e difusão das nossas manifestações e expressões culturais. Nosso desejo é influenciar ainda mais no crescimento do Programa, que é um grande suporte para a continuação dos nossos trabalhos.”, destacou.
Logo atrás do bloco de afoxé, patrimônio imaterial da Bahia e uma das manifestações mais antigas do carnaval, estava o Muzenza do Reggae que incorpora a linguagem libertária da música jamaicana desde 1981. Instrumento de conscientização, regado a muito samba-reggae a entidade mostrou a consequência da dedicação diária impulsionada e aprimorada pelo Ouro Negro 2025. “ Fazemos este trabalho o ano todo, todos os dias, estar aqui é poder iluminar o que mais temos de ancestral, bonito e forte. Vamos ouvir mais esses tambores ecoando as nossas histórias através do canto, das nossas músicas e da nossa dança”, disse Cláudia Mattos, rainha destaque.
Para a Secretária Ângela Guimarães, é um momento ímpar vê-los ocupando as ruas do maior carnaval do mundo. “O trabalho desses blocos são vivos no cotidiano de suas comunidades e é tem muito significado estarmos coletivamente comprometidos para dar visibilidade a estas agremiações, que nos entregam discussões tão valiosas, e gritam em cada canto desta cidade a mensagem da diversidade religiosa, do combate a toda e qualquer violência e intolerância”, declara.