Entre os dias 19 e 25 de junho, a campanha “São João Não Combina Com Racismo”, promovida pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (SEPROMI), marcou presença nas principais festas juninas da Bahia com ações de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa em diversas regiões do Estado. A campanha reforçou a importância da visibilidade dos mecanismos de denúncia e da proteção às vítimas de discriminação, contribuindo para tornar o ambiente dos festejos mais inclusivos e livre de violações
Coordenadas pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM), as mobilizações foram realizadas através de materiais informativos, em sete cidades do interior - Cachoeira, São Sebastião do Passé, Senhor do Bonfim, Irecê, Ituberá, Camaçari e Castro Alves - e também nos grandes circuitos juninos da capital baiana, como o Parque de Exposições e o Pelourinho.
Além de conscientização popular sobre o respeito às diferenças, os direitos da população negra e a necessidade de promoção da igualdade racial, foi promovido o diálogo com trabalhadores(as) que atuaram nos circuitos juninos. Com uma abordagem educativa voltada à prevenção de práticas discriminatórias, reforçando a cultura de paz e respeito às diversidades presentes na festa, a campanha foi realizada em articulação com a Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) e a recém-implantada Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (DECRIN).
Para a Secretária da SEPROMI, Ângela Guimarães, a garantia de que a festa ocorra em ambiente seguro e inclusivo é um dever coletivo. “ Esta é uma das celebrações mais emblemáticas da nossa cultura, marcada pela diversidade do povo nordestino, e é fundamental que as pessoas se conscientizem de que o racismo, infelizmente, ainda é presente em muitos espaços e precisa ser combatido também em festas populares”, destacou.