Para fechar o encontro, participantes realizaram o plantio de 10 mudas, dando vida prática aos conceitos discutidos na formação
Na manhã desta segunda-feira (30), a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais - SEPROMI promoveu a formação "Justiça Climática e Racismo Ambiental", reunindo representantes da sociedade civil, lideranças comunitárias e governo no auditório da sede. A ação integra o projeto Planta Bahia e faz parte de uma série de ações em alusão ao Dia Nacional Contra a Desertificação, celebrado no dia 17 de junho.
Com foco na interseção entre justiça ambiental e equidade racial, a formação trouxe reflexões sobre os impactos desiguais das mudanças climáticas, a degradação ambiental e o racismo ambiental sofrido por populações negras, indígenas, quilombolas e tradicionais. O momento buscou fortalecer o debate sobre a preservação dos recursos naturais e promover estratégias sustentáveis de enfrentamento à desertificação e às injustiças ambientais.
De acordo com Ângela Guimarães, titular da SEPROMI, não se pode mais negar a emergência climática e o racismo ambiental, nem afirmar que todos são igualmente afetados. Povos e Comunidades Tradicionais, grupos racializados, população negra e mulheres são os mais impactados. “Com a sociedade civil, precisamos propor um novo modelo de desenvolvimento que respeite e atenda às demandas humanas e formações como essa oferecem reflexões e resistência qualificadas, pois as soluções socioambientais não podem continuar aprofundando desigualdades”, disse Secretária.
Ao final do encontro, foi realizado o plantio simbólico de 10 mudas de pequeno porte nas áreas externas da sede da SEPROMI, como parte prática e educativa da atividade. As mudas, doadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SEMA, representam um gesto concreto de compromisso com a arborização urbana e a valorização do meio ambiente e visa contribuir para a melhoria da qualidade do ar, conservação do solo e estímulo a práticas sustentáveis no cotidiano institucional.
Para Fabiana Carvalho, o tema da formação, bem como a ação do plantio, é essencial, sobretudo para um país que busca se posicionar na agenda cívica global de proteção aos povos indígenas e, consequentemente, à preservação de seus territórios. “Esses povos são reconhecidos como sujeitos, cuja essência e sobrevivência dependem do cuidado e proteção da natureza, bem como da defesa e preservação do meio ambiente", afirmou.