*Sepromi empossa novos conselheiros do CDCN para o biênio 2026-2030*
Representantes de 14 organizações da sociedade civil (OSCs) tomaram posse para compor o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado da Bahia (CDCN) no biênio 2026-2030, durante a tarde desta quinta-feira (18).A solenidade foi realizada na sede do Conselho, reunindo conselheiras(os), lideranças do movimento negro, representantes governamentais e convidadas(os).
A mesa de honra da cerimônia foi composta pela Secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães; pela deputada estadual Olívia Santana; pela professora socióloga Vilma Reis; pela representante da Secretária de Políticas para Mulheres, Nairobi Aguiar; pela Ouvidoria Geral, Tamikuã Pataxó;e pelo ex-presidente do CDCN, Ademir Santos.
Eleita presidenta do conselho para o próximo biênio, a titular da Sepromi, Ângela Guimarães, afirmou que “a posse desta nova composição mostra a força do CDCN, um dos mais importantes espaços de participação social e de construção das políticas de igualdade racial na Bahia. O Conselho mantém viva uma trajetória de décadas de luta, incidência política e defesa dos direitos da população negra. Este novo ciclo renova o pacto de enfrentamento ao racismo, a partir da ampliação da democracia participativa”, destacou a secretária.
Considerado um verdadeiro parlamento temático da população negra baiana, o CDCN reúne representantes do Estado e da sociedade civil na construção de propostas e estratégias para o enfrentamento do racismo e das desigualdades étnico-raciais. Sua composição é formada por 31 conselheiros titulares e respectivos suplentes, sendo 17 representantes do poder público e 14 da sociedade civil.
“Estou honrada por integrar esta nova gestão. Como jovem, é muito significativo acompanhar e fazer parte desse processo de renovação, que demonstra que a juventude tem ocupado espaços de participação e contribuído ativamente para a formulação de políticas públicas mais representativas e conectadas com a diversidade da nossa população. Esta é uma oportunidade de ampliar ainda mais a atuação do Conselho e fortalecer as políticas de igualdade racial, reafirmando o papel da Bahia como referência nacional nessa agenda”, afirmou Samira Soares, conselheira empossada esta tarde.
A nova composição foi definida por meio de edital público que convocou entidades para concorrer às 14 vagas destinadas por segmentos representativos. As organizações selecionadas assumem funções de titularidade e suplência pelo período de quatro anos, conforme estabelece o Decreto nº 20.299/2021.
Durante a cerimônia, foi destacada a importância do Conselho como instância estratégica para a ampliação dos direitos da população negra baiana. Entre suas atribuições estão a formulação de diretrizes para as políticas de igualdade racial, o assessoramento ao Poder Executivo, o acompanhamento de programas e ações governamentais, a fiscalização do cumprimento da legislação, a emissão de pareceres e recomendações e o apoio a iniciativas voltadas ao desenvolvimento da comunidade negra.
Para Rian Mota, o CDCN tem um papel fundamental para aqueles e aquelas que vivenciam os impactos da violência e das desigualdades produzidas pelo racismo, que se cruza com questões de classe, gênero e sexualidade.
“Assumo com muita responsabilidade a primeira cadeira LGBT no Conselho e estou comprometido a trazer para este espaço as vozes dos corpos negros dissidentes que, historicamente, foram excluídos dos espaços de poder e decisão. Chego disposto a somar, dialogar e fortalecer essas vozes ao longo deste mandato.Somando forças, poderemos enfrentar esse processo de exclusão e transformar uma sociedade que ainda nos adoece, nos invisibiliza e insiste em nos colocar à margem”, afirmou o novo conselheiro.
*Sobre o CDCN*
Vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), o CDCN é um órgão colegiado de caráter consultivo que há 39 anos atua na formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial. Criado em 1987, em meio ao processo de redemocratização do país, o Conselho surgiu da articulação entre o movimento negro, lideranças comunitárias, academia, blocos afro e povos de terreiro, consolidando-se como um importante espaço de participação social e controle democrático das políticas públicas.
Ao longo de sua trajetória, o CDCN tem desempenhado papel relevante na defesa dos direitos da população negra, emitindo moções, recomendações e posicionamentos sobre temas de interesse público, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas de promoção da igualdade racial e para o fortalecimento da participação social na Bahia.