Formação de defensoras populares contribui para prevenção à violência

18/11/2016
A Defensoria Pública do Estado (DPE) realizou nesta sexta-feira (18), a solenidade de formatura de 22 mulheres que, a partir de agora, atuarão como defensoras populares em diversos bairros de Salvador. O objetivo da ação é promover o fortalecimento das lutas populares e garantia de direitos, democratizar o acesso à Justiça e às instituições públicas. O evento contou com a presença de autoridades, lideranças comunitárias, além de representações das secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Políticas para as Mulheres (SPM), além da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).

A titular da Sepromi, Fabya Reis, destacou a participação efetiva das mulheres no projeto, o engajamento e o protagonismo das mesmas nos seus bairros de origem. “A iniciativa contribui expressivamente para o empoderamento das mulheres e valorização do seu papel de liderança”, afirmou. Durante o encontro, as formandas receberam exemplares do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, para multiplicação do conteúdo junto às comunidades.

Para a diretora da Escola Superior da DPE, a defensora Firmiane Venâncio, a formação teve avaliação positiva, com ampla dedicação das mulheres no período de um ano e meio, tempo de desenvolvimento do projeto. “Trabalhamos com formação através de módulos teóricos e práticos, levando em consideração temas que as próprias mulheres apontaram como demanda das comunidades. Fizemos visitas às Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAMs), às varas de enfrentamento à Violência Doméstica e da Família. Entendemos que as ferramentas disponibilizadas, certamente vão impactar na prevenção aos conflitos e à violência”, disse.

O defensor público geral do Estado, Clériston Macêdo, considera a iniciativa como uma conquista baiana. "É uma alegria ter viabilizado esse curso de formadoras de direitos. Agora temos mulheres capacitadas a levarem às suas comunidades os conhecimentos adquiridos ao longo desse ano”, avaliou, informando que a formação foi dada a elas por defensores e defensoras, universidades e atividades práticas. “É um momento histórico para a defensoria pública e para a ESDEP. Espero que seja a primeira de várias turmas de defensoras e defensores populares que formamos", completou.